As empresas do setor imobiliário enxergam 2026 como um ano favorável para os negócios
(Imagem: Felipe Barros/Arquivo FA)
Apesar da redução na taxa básica de juros, o mercado imobiliário deve manter a tendência de alta nos preços dos imóveis em 2026. Especialistas apontam que fatores estruturais como a escassez de terrenos em regiões valorizadas, a inflação nos custos de construção, a falta de mão de obra qualificada e o atual cenário de crédito mais acessível explicam o avanço.
Segundo o Índice FipeZap, os preços dos imóveis residenciais subiram 6,22% entre janeiro e novembro de 2025, acumulando alta de 6,92% em 12 meses — variação acima da inflação oficial, que ficou em 5,17% no período. O preço médio do metro quadrado no país chegou a R9.585. Em São Paulo, principal mercado do setor, o valor médio foi de R$11.882, com aumento de 4,4% no ano.
Já os dados da consultoria Brain Inteligência Estratégica, que acompanha o mercado de lançamentos, apontam que o metro quadrado em novos empreendimentos na capital paulista chegou a R$15,8 mil em outubro, ante R$14,7 mil no mesmo mês de 2024.
Na avaliação do economista Carlos Honorato, da FIA Business School, o cenário eleitoral de 2026 pode favorecer medidas de estímulo ao crédito. “Mesmo com incertezas políticas, o governo tende a incentivar a economia. A não ser que surja uma crise internacional, os preços devem continuar subindo de forma gradual”, projeta.
As empresas do mercado imobiliário avaliam o ano de 2026 como positivo para os negócios. O ano será o primeiro completo a contar com a faixa 4 do programa Minha Casa Minha Vida e com o novo compulsório da poupança destinado ao crédito imobiliário. As duas medidas são voltadas para a classe média, que tem a maior dificuldade de comprar imóveis atualmente.
Para os terrenos, considerados a matéria-prima das incorporadoras, a expectativa do mercado é de que a demanda e os preços sigam uma tendência de alta como observada em 2025.