Alphaville é um dos bairros mais valorizados da cidade
(Imagem: Felipe Barros/ Photos)
A cidade de Barueri segue liderando o ranking de aluguéis mais caros do Brasil, de acordo com o Índice FipeZAP, divulgado na quinta-feira (15). Em dezembro de 2025, o valor médio de locação residencial no município foi de R$70,35 por metro quadrado — o maior entre as 36 cidades monitoradas pelo levantamento.
Na prática, isso significa que um imóvel de 50 m² custa, em média, R$.517,50 por mês para alugar. O valor é superior aos R$3.270 registrados em 2024, reforçando a tendência de alta que já vem sendo observada desde 2022, quando Barueri passou a ocupar o topo do ranking nacional.
Alphaville
O principal fator que impulsiona os preços é o bairro Alphaville, conhecido por abrigar empreendimentos de alto padrão. Segundo especialistas, os valores refletem o crescimento de condomínios de luxo e a valorização da região, intensificada durante e após a pandemia de Covid-19.
Na sequência do ranking estão Belém (PA), com R$63,69/m² (R$3.184,50 para 50 m²), e São Paulo (SP), com R$62,56/m² (R$3.128). Na outra ponta, o aluguel mais barato do país está em Pelotas (RS), com valor médio de R$22,42/m² — ou R$ 1.121 para um imóvel de 50 m².
A média nacional de locação subiu para R$50,98/m², o que representa um aumento de 9,44% em 2025, mais que o dobro da inflação oficial do período.
O resultado ficou 4,06 pontos percentuais (p.p.) abaixo do registrado em 2024, quando o avanço foi de 13,50%. Ainda assim, o aumento anual foi mais que o dobro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, que avançou 4,26% no ano.
Com isso, a alta real dos novos aluguéis (descontada a inflação) foi de 4,97%.
De acordo com o levantamento, apenas dois municípios monitorados registraram queda no preço médio do aluguel: Campo Grande (MS), com recuo de 4,36%, e São José (SC), com redução de 3,10%. Quando observadas apenas as capitais monitoradas, as maiores altas no ano foram em Teresina (21,81%), Belém (17,62%), Aracaju (16,73%) e Vitória (15,46%). Com os números, a capital piauiense também lidera o ranking geral.