A vacinação anual contra a influenza continua sendo a medida mais importante
(Imagem: MYKE SENA/MS)
Com a chegada das estações mais frias e secas, acende o alerta para o aumento nos casos de gripe (influenza) e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Segundo dados do boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 2026 já foram notificados mais de 30 mil casos de SRAG no Brasil.
Em Alphaville, alguns hospitais já começam a registrar esse movimento. É o caso do Hospital Nove de Julho Alphaville. De acordo com Ana Carolina Giorgi, gerente médica da unidade, o cenário local acompanha a tendência nacional.
“Embora a variação possa oscilar de acordo com o período analisado, temos percebido um aumento relevante na demanda, compatível com o início da sazonalidade da doença”, explicou.
Segundo a especialista, há expectativa de crescimento nas próximas semanas, com a aproximação do período de maior circulação do vírus. “Estamos entrando no período típico de maior circulação do vírus, com tendência de crescimento progressivo até o pico entre junho e julho. Diante disso, a nossa projeção é de continuidade do crescimento da procura, especialmente ao longo do outono, com possível intensificação no inverno”, ressaltou.
Cenário nos municípios
Apesar do aumento da demanda em unidades de saúde, os dados municipais ainda mostram um cenário estável em relação ao número total de casos. À reportagem, a Prefeitura de Barueri informou que, entre janeiro e março de 2026, os casos de gripe no município não apresentaram aumento significativo em comparação com o mesmo período de 2025. No entanto, houve avanço nos quadros mais graves.
“O número de casos registrados, que exigiram hospitalização em 2026, foi 3,76 vezes maior se comparado ao mesmo período de 2025”, disse.
Já Santana de Parnaíba destacou que, até o momento, não foi identificado aumento de casos em relação à média de anos anteriores. “Desde o dia 28/03/25 já foram aplicadas 6168 doses de vacina de influenza”.
Vacinação e prevenção
Segundo Ana Carolina, neste momento, as principais orientações para a população seguem três eixos: vacinação, medidas de prevenção e aten - ção aos sinais de gravidade. “A vacinação anual contra a influenza continua sendo a medida mais importante. Ela é recomendada para todas as pessoas a partir de 6 meses e, idealmente, deve ser realiza - da antes do início do período de maior circulação do vírus, entre abril e julho. Além disso, medidas simples de prevenção ajudam a reduzir a transmis - são na comunidade”, disse. Ela ressaltou ainda que a procura por atendimento médico é indicada de forma imediata diante de sinais de gravidade. “Entre eles, está a dificul - dade para respirar, dor ou pressão no peito, confusão mental, tontura persistente, sinais de desidratação, febre alta persistente ou piora dos sintomas após uma melhora inicial”.