O público-alvo inclui idosos a partir de 60 anos e gestantes
(Imagem: MYKE SENA/MS)
Com a chegada do outono e o início do período mais seco do ano, os casos de gripe tendem a aumentar. Diante desse cenário, a campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) em todo o estado de São Paulo. Segundo o governo estadual, nesta primeira etapa, a dose estará disponível para idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos e gestantes.
A campanha vai até 30 de maio e a meta é vacinar ao menos 90% do público-alvo, estimado em 18,8 milhões de pessoas.
À reportagem, o infectologista Fábio Junqueira explicou que a elevação dos casos neste período já é esperada. “No outono e no inverno, as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e com menor ventilação, o que facilita a transmissão dos vírus respiratórios. Além disso, o clima seco também contribui para o aumento das infecções”, afirmou.
O especialista destacou ainda que o vírus da gripe passa por mutações frequentes, o que exige a atualização anual da vacina.
“A proteção também diminui com o tempo. Por isso, a vacinação é recomendada para todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade, especialmente para idosos, crianças, gestantes e indivíduos com doenças crônicas, que apresentam maior risco de complicações”, ressaltou.
Dados do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, apontam que, em 2025, o Brasil registrou 224.721 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desses, 117.541 tiveram resultado positivo para vírus respiratórios, sendo a influenza uma das principais causas. A doença também respondeu por quase metade dos óbitos por SRAG associados a vírus respiratórios.
Sintomas e sinais de alerta
Entre os principais sinais de alerta estão falta de ar, dor no peito, sonolência excessiva, confusão mental e dificuldade para se alimentar ou se hidratar, que indicam a necessidade de avaliação médica imediata.
“Em casos de febre alta persistente, falta de ar ou piora dos sintomas, é fundamental procurar atendimento médico, especialmente se o paciente fizer parte de grupos de risco”, orientou o infectologista.