Na área da GVE de Osasco, que engloba os municípios de Barueri e Santana de Parnaíba, foram confirmados quatro casos em 2026, até esta quinta-feira (26)
(Imagem: Yalcin Sonat/shutterstock)
A Mpox, zoonose viral com transmissão entre humanos causada pelo vírus monkeypox, da família Orthopoxvirus, tem mobilizado a atenção das autoridades de saúde. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) apontam que, neste ano, até esta quinta-feira (26), foram registrados 57 casos da doença no estado. Em 2025, o cenário foi mais expressivo: somente em janeiro foram contabilizados 79 casos e, em fevereiro, outros 47, totalizando 126 ocorrências nos dois primeiros meses do ano.
Na área da GVE de Osasco, que engloba os municípios de Barueri e Santana de Parnaíba, foram confirmados quatro casos em 2026, até esta quinta-feira (26). À reportagem, a SES-SP informou que monitora de forma contínua o cenário epidemiológico da Mpox no estado e mantém articulação permanente com as secretarias municipais de saúde e com a rede assistencial.
“Os serviços de saúde realizam a identificação precoce, a notificação e a investigação de casos suspeitos, com testagem e acompanhamento clínico, além do rastreamento e monitoramento de contactantes, conforme protocolos técnicos”, afirmou a secretaria em nota.
Especialista
Segundo Klinger Faíco, médico infectologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o momento não é de pânico, mas exige atenção.
“São Paulo é um grande centro de conexões, e o risco de novos casos é real e constante. A boa notícia é que hoje o sistema de saúde está muito mais treinado e vigilante do que em 2022, com protocolos de manejo clínico mais bem estabelecidos, o que permite agir com rapidez para conter possíveis surtos antes que se tornem incontroláveis”, explicou.
Ainda de acordo com o especialista, a principal recomendação à população é a atenção aos primeiros sintomas.
“É importante ficar atento ao aparecimento de lesões na pele, que podem se manifestar como pequenas bolinhas ou feridas, muitas vezes acompanhadas de febre. Ao notar qualquer sinal suspeito, a orientação é o isolamento imediato, sem aguardar a confirmação do diagnóstico, evitando o contato físico com outras pessoas. Além disso, deve-se procurar uma unidade de saúde e informar os sintomas logo na chegada”, alertou.