Influenciador e empresário acusou Boulos de usar drogas
(Imagem: Reprodução/ Facebook)
O influenciador e empresário Pablo Marçal firmou um acordo com a Justiça Eleitoral de São Paulo que suspende a ação penal aberta após a divulgação de um laudo médico falso contra Guilherme Boulos durante a campanha eleitoral de 2024.
O documento fraudulento, divulgado dois dias antes do primeiro turno, atribuía ao então candidato um suposto surto psicótico após uso de cocaína. Com o acordo, o processo fica suspenso mediante o cumprimento de condições fixadas pela magistrada responsável.
Entre as obrigações, Marçal não poderá deixar a comarca onde declara residência sem autorização judicial e deverá comparecer em juízo a cada três meses para informar e justificar suas atividades. O termo impõe ainda restrições de conduta: pelo prazo de dois anos, a partir de 13 de março, o influenciador está proibido de frequentar bares, boates e casas de prostituição.
Também foi determinado o pagamento mínimo de R$ 5 mil por acusado, valor que será destinado à Comunidade Terapêutica Acolhedora Filhos da Luz. O descumprimento de qualquer cláusula ou a abertura de novo processo criminal pode levar à revogação do benefício e à retomada da ação penal, com risco de condenação.
Apesar da suspensão do processo, Marçal segue inelegível por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Em dezembro, a Corte confirmou condenação que o impede de disputar eleições por oito anos e manteve multa de R$ 420 mil.
Segundo o tribunal, a promoção de campeonatos com prêmios em dinheiro para estimular a produção de vídeos nas redes sociais durante a campanha de 2024 configurou uso indevido dos meios de comunicação e gerou vantagem econômica indevida na disputa eleitoral.