Foto do encontro foi publicada nas redes sociais do senador
(Imagem: Facebook Flávio Bolsonaro)
O senador Flávio Bolsonaro (PL) encontrou-se na terça-feira (26) com o presidente americano Donald Trump, em Washington. O parlamentar afirmou concentrar suas declarações em temas relacionados à segurança pública e ao combate ao crime organizado.
A campanha de Flávio Bolsonaro disse que o convite para a viagem a Washington partiu do governo Trump, por meio do secretário de Estado Marco Rubio. O encontro ocorreu na Casa Branca e não constava na agenda oficial do presidente norte-americano. Segundo aliados do senador, a articulação da agenda contou com participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e de interlocutores ligados ao Partido Republicano.
Em entrevistas concedidas durante a viagem, Flávio Bolsonaro afirmou defender que facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, sejam classificadas pelo governo norte-americano como organizações terroristas. Segundo o senador, a medida poderia ampliar mecanismos de cooperação internacional e combate às organizações criminosas.
A viagem ocorreu em meio à repercussão do caso envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Reportagens publicadas nos últimos dias apontaram que Flávio Bolsonaro teria buscado apoio financeiro milionário para um projeto audiovisual relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador afirmou que as tratativas ocorreram de maneira privada e dentro da legalidade. Questionado por jornalistas, Flávio negou que a viagem aos Estados Unidos tivesse como objetivo desviar o foco da repercussão envolvendo o caso Master.
Durante a passagem pelos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro também negou que o episódio tenha provocado desgaste político e declarou não enxergar uma “crise” em torno do caso. Aliados do senador também passaram a reforçar pautas ligadas à segurança pública e ao alinhamento com setores conservadores internacionais.
A aproximação entre integrantes do bolsonarismo e Donald Trump vem sendo mantida desde o período em que Jair Bolsonaro esteve na Presidência da República, entre 2019 e 2022. Desde então, representantes ligados aos dois grupos participaram de encontros políticos, conferências e agendas voltadas a pautas conservadoras.
A visita de Flávio Bolsonaro a Washington ocorreu menos de três semanas após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado em 7 de maio, nos Estados Unidos. Lula cumpriu agenda oficial voltada a temas diplomáticos, econômicos e comerciais entre os dois países. As duas agendas ocorreram em meio às movimentações políticas e internacionais relacionadas ao cenário eleitoral brasileiro de 2026.