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(Imagem: Kraken images / Freepik Magnific)
Mais de 13 milhões de brasileiros devem aumentar os gastos durante a Copa do Mundo FIFA 2026, segundo levantamento da Serasa Experian. O público identificado no estudo, apelidado de “Nação do Futebol”, reúne consumidores com maior propensão a elevar o consumo no período do torneio e se destaca pelo comportamento digital e pelo interesse em categorias como streaming, moda e delivery.
De acordo com a pesquisa, realizada a partir da plataforma Insights Hub, a “Nação do Futebol” reúne 13.488.831 pessoas no país e apresenta perfil de consumo significativamente mais conectado do que a média da população brasileira. Enquanto 44% dos brasileiros realizam compras on-line, no grupo mapeado esse índice chega a 87%, evidenciando forte presença no ambiente digital e maior abertura a campanhas de comércio eletrônico.
O estudo também aponta que esse público concentra comportamentos de consumo mais intensos em períodos sazonais. Mais da metade (55%) dos integrantes do grupo se enquadra no perfil de “caçadores de desconto”, contra 17% da média nacional, o que indica maior sensibilidade a promoções e ações comerciais durante o evento esportivo.
Além do comportamento digital, o levantamento detalha as categorias com maior potencial de consumo entre os brasileiros engajados com a Copa. Moda lidera a lista, com 54,6% de afinidade, seguida por serviços de delivery e mercado (46,5%). Já o segmento de vida saudável e fitness aparece com 42,4% de adesão, indicando oportunidades para campanhas voltadas ao estilo de vida e bem-estar durante o torneio.
Outro destaque é o consumo de entretenimento: 72% do público tem afinidade com plataformas de streaming, reforçando o potencial de campanhas integradas entre conteúdo audiovisual, redes digitais e comércio eletrônico.
Segundo a CMO e vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto, o diferencial das marcas está em compreender que nem todo fã de futebol apresenta o mesmo comportamento de consumo. “Datas como a Copa do Mundo concentram atenção, emoção e intenção de consumo, mas isso não significa que todo mundo responde da mesma forma”, afirmou.
A executiva destaca que o uso de dados permite campanhas mais precisas e segmentadas, com melhor aproveitamento dos investimentos em mídia e maior aderência às preferências do público.
O estudo também mostra que a chamada hipersegmentação permite identificar não apenas perfis demográficos, mas também a propensão de consumo em datas específicas, como Copa do Mundo, Natal e Black Friday. A proposta, segundo a empresa, é apoiar marcas na criação de estratégias mais alinhadas ao comportamento real dos consumidores.
A metodologia do levantamento foi aplicada em maio de 2026 e cruzou dados comportamentais, socioeconômicos e de afinidade, considerando uma base de quase 195 milhões de brasileiros adultos. Todas as informações, segundo a Serasa Experian, seguem diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).