A preferência está associada a uma mudança mais ampla nas prioridades dos trabalhadores
(Imagem: Freepik)
Em meio ao movimento de empresas que anunciam a retomada do trabalho 100% presencial, profissionais brasileiros seguem valorizando modelos mais flexíveis e apontam o trabalho híbrido ou remoto como fator central para o futuro da carreira até 2030. É o que mostra a pesquisa “Tendências em Carreiras”, realizada pela Serasa Experian.
De acordo com o levantamento, 37,3% dos entrevistados acreditam que o modelo de trabalho híbrido ou remoto será o principal vetor de impacto em suas trajetórias profissionais na próxima década. A preferência está associada a uma mudança mais ampla nas prioridades dos trabalhadores: para 47,4% dos brasileiros, manter qualidade de vida e equilíbrio entre vida pessoal e profissional é hoje o critério mais relevante no planejamento de carreira.
Segundo um levantamento feito pelas redes sociais da FA, no dia 18 de fevereiro, 49% dos respondentes preferem trabalhar de forma híbrida; enquanto 19% escolheram presencial e 32% remoto. A maioria (45%) acredita que a produtividade é melhor na forma híbrida e 29% presencial. Quando perguntados se o trabalho híbrido veio para ficar, 40% disseram que sim e 47% opinaram que depende da área de atuação. Outros 13% responderam que não. No geral, 374 pessoas participaram.
Para Fernanda Guglielmi, gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, os dados revelam uma transformação estrutural no mercado de trabalho. “A flexibilidade deixou de ser uma preferência pontual e passou a influenciar decisões de longo prazo. Ela pesa não apenas na escolha de um emprego, mas também na decisão de permanecer ou buscar novas oportunidades, integrando a forma como os profissionais projetam suas carreiras”, afirma.