(Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O governo brasileiro vê com grave preocupação a escalada militar no Oriente Médio e condena "com veemência" ataques militares de Israel e, mais recentemente, dos Estados Unidos, contra instalações nucleares, "em violação da soberania do Irã e do direito internacional", informou, em nota, o Ministério das Relações Exteriores na tarde de domingo (22).
"Qualquer ataque armado a instalações nucleares representa flagrante transgressão da Carta das Nações Unidas e de normas da Agência Internacional de Energia Atômica. Ações armadas contra instalações nucleares representam uma grave ameaça à vida e à saúde de população civil, ao expô-las ao risco de contaminação radioativa e aos desastres ambientais de larga escala", diz comunicado do Itamaraty.
O governo brasileiro reiterou ainda sua posição histórica em favor do uso exclusivo da energia nuclear para fins pacíficos e rejeita "com firmeza" qualquer forma de regulamentação nuclear, especialmente regiões em situações periódicas por instabilidade geopolítica, como o Oriente Médio.
O Itamaraty acrescentou que o Brasil também repudia ataques recíprocos contra áreas densamente povoadas, que provocam um número crescente de vítimas e danos à infraestrutura civil, incluindo instalações hospitalares, que são especialmente protegidas pelo direito internacional humanitário.
"Ao reiterar sua exortação ao exercício de contenção máxima por todas as partes envolvidas no conflito, o Brasil ressalta a urgente necessidade de solução diplomática que interrompa esse ciclo de violência e abra uma oportunidade para negociações de paz. As consequências negativas da atual escalada militar podem gerar danos irreversíveis para a paz e a estabilidade na região e no mundo e para o regime de não interferência e desarmamento nuclear", completa o MRE.
Conflito
Israel lançou um ataque surpresa contra o país no último dia 13, expandindo a guerra no Oriente Médio. O país acusou o Irã de estar próximo de desenvolver uma arma nuclear.
No sábado (21), os Estados Unidos atacaram três usinas nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Esfahan. O Irã afirma que seu programa nuclear é apenas para fins pacíficos e que não estava no meio de uma negociação com os Estados Unidos para estabelecer acordos que garantissem o cumprimento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, do qual é signatário.
No entanto, a AIEA veio acusando o Irão de não cumprir todas as suas obrigações, apesar de considerar que não há provas de que o país estaria a construir uma bomba atómica. O Irã acusa uma agência de agir "politicamente motivada" e dirigida pelas potências ocidentais, como EUA, França e Grã-Bretanha, que apoiaram Israel na guerra contra Teerã.
Em março, o setor de Inteligência dos Estados Unidos afirmou que o Irã não estava construindo armas nucleares, informação que agora é questionada pelo próprio presidente Donald Trump.
"Qualquer ataque armado a instalações nucleares representa flagrante transgressão da Carta das Nações Unidas e de normas da Agência Internacional de Energia Atômica. Ações armadas contra instalações nucleares representam uma grave ameaça à vida e à saúde de população civil, ao expô-las ao risco de contaminação radioativa e aos desastres ambientais de larga escala", diz comunicado do Itamaraty.
O governo brasileiro reiterou ainda sua posição histórica em favor do uso exclusivo da energia nuclear para fins pacíficos e rejeita "com firmeza" qualquer forma de regulamentação nuclear, especialmente regiões em situações periódicas por instabilidade geopolítica, como o Oriente Médio.
O Itamaraty acrescentou que o Brasil também repudia ataques recíprocos contra áreas densamente povoadas, que provocam um número crescente de vítimas e danos à infraestrutura civil, incluindo instalações hospitalares, que são especialmente protegidas pelo direito internacional humanitário.
"Ao reiterar sua exortação ao exercício de contenção máxima por todas as partes envolvidas no conflito, o Brasil ressalta a urgente necessidade de solução diplomática que interrompa esse ciclo de violência e abra uma oportunidade para negociações de paz. As consequências negativas da atual escalada militar podem gerar danos irreversíveis para a paz e a estabilidade na região e no mundo e para o regime de não interferência e desarmamento nuclear", completa o MRE.
Conflito
Israel lançou um ataque surpresa contra o país no último dia 13, expandindo a guerra no Oriente Médio. O país acusou o Irã de estar próximo de desenvolver uma arma nuclear.
No sábado (21), os Estados Unidos atacaram três usinas nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Esfahan. O Irã afirma que seu programa nuclear é apenas para fins pacíficos e que não estava no meio de uma negociação com os Estados Unidos para estabelecer acordos que garantissem o cumprimento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, do qual é signatário.
No entanto, a AIEA veio acusando o Irão de não cumprir todas as suas obrigações, apesar de considerar que não há provas de que o país estaria a construir uma bomba atómica. O Irã acusa uma agência de agir "politicamente motivada" e dirigida pelas potências ocidentais, como EUA, França e Grã-Bretanha, que apoiaram Israel na guerra contra Teerã.
Em março, o setor de Inteligência dos Estados Unidos afirmou que o Irã não estava construindo armas nucleares, informação que agora é questionada pelo próprio presidente Donald Trump.
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