Até a manhã desta quarta (13, 105 imóveis haviam sido vistoriados
(Imagem: Divulgação / Governo de SP)
A explosão registrada na tarde da última segunda-feira (11) na comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, segue mobilizando equipes da Defesa Civil do Estado de São Paulo, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Sabesp e da Comgás.
O balanço mais atualizado, divulgado na manhã desta quarta-feira (13), aponta que 105 imóveis já foram vistoriados na região atingida. Desses, 86 foram liberados para o retorno das famílias, enquanto 19 permanecem interditados, sendo cinco com risco elevado de desabamento, portanto, precisarão ser demolidos, e 14 sob interdição cautelar.
As casas passaram a ser classificadas em quatro níveis de risco. Os imóveis identificados com a cor verde foram liberados para reocupação imediata. A classificação amarela permite apenas a retirada de pertences. Já os imóveis com placa laranja exigem acompanhamento da Defesa Civil para entrada dos moradores, enquanto os classificados em vermelho seguem totalmente interditados devido ao alto comprometimento estrutural. Segundo o governo estadual, as cinco casas interditadas definitivamente ficam próximas ao epicentro da explosão.
Entenda o caso
O acidente ocorreu por volta das 16h de segunda-feira (11), após uma obra da Sabesp atingir uma tubulação de gás da Comgás. A principal hipótese investigada é de vazamento de gás liquefeito de petróleo (GLP), seguido de explosão e incêndio. Moradores afirmaram ter sentido forte cheiro de gás horas antes da tragédia.
Uma pessoa morreu no local. A vítima foi identificada como Alex Sandro, de 49 anos, vigilante e morador da região. Outras três pessoas ficaram feridas. Uma delas recebeu atendimento no Hospital Universitário da USP; outra segue internada em estado estável no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; e o terceiro paciente permanece em estado grave no Hospital Regional de Osasco. Um dos feridos é funcionário da Sabesp que trabalhava na obra no momento da explosão.
Até a tarde de terça-feira (12), 194 pessoas haviam sido cadastradas para receber auxílio emergencial. O valor inicial de R$ 2 mil foi ampliado para R$ 5 mil pelas concessionárias envolvidas. Enquanto aguardam novas liberações das residências, famílias desalojadas continuam acolhidas em hotéis e recebem apoio social e humanitário do governo estadual.