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(Imagem: Foto Ricardo Stuckert /PR/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington, em um encontro que terá como foco principal temas econômicos e de segurança. A agenda foi confirmada por integrantes do governo brasileiro, incluindo o Ministério da Fazenda.
Na véspera da reunião, o Ministro Dario Durigan detalhou os principais pontos que devem ser discutidos. As declarações foram feitas na manhã desta quarta-feira (6), durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), exibido pelo Canal Gov.
O que o governo brasileiro espera do encontro
Na entrevista, Durigan afirmou que o governo vê o encontro com expectativa positiva e pretende conduzir as negociações de forma construtiva. Segundo ele, a pauta inclui revisão de tarifas comerciais entre Brasil e Estados Unidos, discussão sobre o comércio bilateral e cooperação no combate ao crime organizado internacional.
As mesmas linhas foram reforçadas pelo Ministro em declarações à agência Reuters também nesta quarta-feira (6), nas quais destacou a intenção do Brasil de avançar no diálogo econômico e institucional com o governo norte-americano.
Temas sensíveis entram na agenda
Entre os assuntos que devem ser levados à mesa está a situação de investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos envolvendo produtos brasileiros, além de possíveis barreiras tarifárias.
Outro ponto relevante é a defesa, por parte do governo brasileiro, de instrumentos considerados estratégicos, como sistemas de pagamento (como o PIX) e políticas industriais, em meio a pressões externas.
Na área de segurança, a cooperação deve envolver ações conjuntas contra o tráfico de drogas, armas e organizações criminosas com atuação transnacional.
Embora o encontro esteja confirmado por autoridades dos dois países, não houve até o momento a divulgação de um comunicado conjunto detalhando oficialmente a agenda.
Tentativa de reaproximação
O encontro ocorre em um momento de tentativa de reaproximação entre Brasil e Estados Unidos, após períodos de tensão em áreas comerciais e políticas.
Com as eleições de 2026 no horizonte e disputas comerciais em curso, a reunião é considerada estratégica para definir os rumos da relação bilateral nos próximos anos.