Eclipse solar total de 2024
(Imagem: Jordan Salkin / Divulgação NASA)
Um dos fenômenos astronômicos mais raros das próximas décadas já tem data marcada: o eclipse solar total mais longo do século XXI ocorrerá em 2 de agosto de 2027 e poderá atingir até 6 minutos e 23 segundos de duração na fase de totalidade (quando o Sol é completamente encoberto pela Lua).
A duração chama atenção porque eclipses solares totais são, em geral, eventos rápidos: costumam durar de poucos segundos até cerca de 7 minutos e meio no máximo teórico, sendo raros aqueles que ultrapassam a marca de seis minutos.
O caráter excepcional do fenômeno vai além da duração. Especialistas apontam que um eclipse com características semelhantes — incluindo longa totalidade e trajetória favorável — só deve voltar a ocorrer por volta de 2184, ou seja, em cerca de 157 anos, o que significa que não será novamente presenciado pela atual geração.
Onde será possível ver
Apesar da magnitude do evento, o eclipse de 2027 não será visível no Brasil. A faixa de totalidade passará por regiões da Europa (como Espanha), Norte da África (Marrocos, Egito) e Oriente Médio (Arábia Saudita, Iêmen).
Isso deve impulsionar o chamado astroturismo, com deslocamento de milhares de pessoas para acompanhar o fenômeno em locais privilegiados.
Antes disso: eclipse total já em 2026
Antes do “eclipse do século”, um outro evento relevante acontece em 12 de agosto de 2026, também do tipo total. No entanto, ele será mais curto, com duração significativamente menor — cerca de 1 minuto e 43 segundos em seu máximo, dependendo da localização.
Mas esse também não será visto no Brasil. Ele será visível de forma total na Groenlândia, Islândia, Espanha, Rússia e numa pequena área de Portugal, e parcial na Europa, África, América do Norte, Oceano Atlântico, Oceano Ártico e Oceano Pacífico.
Os brasileiros poderão acompanhar um eclipse solar anular em 6 de fevereiro de 2027, também com bloqueio total do sol.
Esse contraste evidencia o quão excepcional será o eclipse de 2027.
Fenômeno raro e de alto interesse científico
O eclipse total ocorre quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, projetando sua sombra sobre uma faixa limitada do planeta. Durante esse período, a chamada coroa solar — camada mais externa da estrela — torna-se visível a olho nu, algo impossível em condições normais.
Além do espetáculo visual, o evento é considerado estratégico para a ciência. Pesquisadores aproveitam esses poucos minutos para estudar fenômenos com a temperatura da coroa solar, os campos magnéticos do Sol e a dinâmica dos ventos solares, entre outros.
Esses dados ajudam a entender o chamado clima espacial, que pode afetar satélites, comunicações e sistemas elétricos na Terra.