A influência dos animais de estimação deixou de ser apenas afetiva e passou a orientar decisões estruturais de consumo
(Imagem: Freepik)
A influência dos animais de estimação deixou de ser apenas afetiva e passou a orientar decisões estruturais de consumo — inclusive no mercado imobiliário. Um levantamento da Brain Inteligência Estratégica realizado com compradores de imóveis, com base em 2024, mostra que 26% dos entrevistados já priorizam espaços adequados para pets na hora de escolher um imóvel, como áreas de circulação, espaços pet, playgardens e infraestrutura para banho e tosa.
O dado expõe duas tendências que ganham força nas cidades: a integração afetiva e funcional dos animais à rotina familiar. O pet deixou de ser um “acessório” da casa para se tornar um fator relevante na decisão de compra — e nos custos associados à moradia urbana.
Essa mudança de comportamento também pressiona o planejamento urbano e os projetos residenciais. Incorporadoras e administradoras de condomínios começam a responder à demanda com áreas específicas para animais, mas a oferta ainda é limitada: menos de 1% dos condomínios prontos contam com espaços pet formalizados.
Em contraste, outro levantamento da Brain indica que 43% dos novos lançamentos imobiliários nas grandes cidades já incluem esse tipo de estrutura nas áreas de lazer.