Até o final da noite de ontem (13), a Defesa Civil realizou 112 vistorias
(Imagem: Divulgação / Governo de SP)
A tragédia provocada pela explosão no Jaguaré na última segunda-feira (11), na Zona Oeste de São Paulo, ganhou contornos ainda mais graves nesta quinta-feira (14) com a confirmação da segunda morte relacionada ao acidente.
Francisco Albino, de 62 anos, morador do bairro, estava internado em estado grave no Hospital Geral de Osasco desde a explosão e não resistiu aos ferimentos. A informação foi confirmada pelo governador Tarcísio de Freitas durante agenda oficial na capital paulista.
A primeira vítima fatal do acidente foi o vigilante noturno Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, encontrado já sem vida no dia da explosão.
Novos danos interditam mais casas
O episódio também provocou uma nova onda de preocupação entre os moradores da região após a Defesa Civil ampliar o número de imóveis interditados por risco estrutural de 20 para 27. Técnicos identificaram novas rachaduras, deslocamentos e comprometimentos em construções próximas ao ponto da explosão, obrigando mais famílias a deixarem suas casas preventivamente.
Até o final da noite de ontem (13),a Defesa Civil realizou 112 vistorias em imóveis da região afetada, dos quais 86 foram liberados e 27 foram interditados.
Além do abalo estrutural, moradores relatam medo constante de novos desmoronamentos. Em algumas ruas próximas ao epicentro da explosão, equipes da Defesa Civil passaram a realizar monitoramento contínuo das edificações. Parte dos imóveis interditados apresentou sinais de instabilidade apenas dias depois do acidente, o que levou as autoridades a ampliarem o perímetro de segurança.
A explosão ocorreu durante uma intervenção da Sabesp em redes subterrâneas de infraestrutura urbana no bairro. Desde então, o cenário no Jaguaré é de destruição, ruas isoladas e moradores tentando recuperar documentos, móveis e objetos pessoais em meio às restrições impostas pelas equipes de segurança.
As causas do acidente seguem sob investigação, mas o impacto humano já transformou a ocorrência em uma das mais graves envolvendo infraestrutura subterrânea na cidade nos últimos anos.
Famílias afetadas estão sendo encaminhadas para hotéis e abrigos provisórios, enquanto a prefeitura e o governo estadual discutem medidas emergenciais de assistência.
Durante pronunciamento, Tarcísio de Freitas afirmou que o governo acompanha a situação “minuto a minuto” e prometeu responsabilização caso sejam identificadas falhas técnicas ou negligência operacional.
O caso reacende o debate sobre os riscos das obras em redes subterrâneas na capital paulista, especialmente em regiões urbanizadas onde tubulações de gás, água, energia e telecomunicações dividem espaços reduzidos sob o solo. Especialistas defendem revisão dos protocolos de segurança, atualização dos mapas técnicos das concessionárias e maior integração entre empresas responsáveis pelas intervenções.