Os investigadores trabalham com a hipótese de homicídio
(Imagem: SSP Divulgação)
No dia 26 de março, a Polícia Civil deu início a uma nova fase de investigações acerca da morte do morador e empresário de Barueri, Adalberto Amarilio dos Santos Junior, de 35 anos. Ele foi encontrado sem vida dentro de um buraco no autódromo de Interlagos, em São Paulo, no dia 3 de junho de 2025, quatro dias após seu desaparecimento.
Os agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriram novos mandados de busca e apreensão, o que deu origem a mais depoimentos e acesso a celulares até então não verificados.
Há 10 meses sem conseguir solucionar o caso, a polícia aposta em uma tecnologia israelense, o software Cellebrite. Ele está sendo usado para extrair dados de celulares e computadores apreendidos. Isso não quer dizer que quem teve o aparelho retido seja necessariamente suspeito. O intuito é que essa análise indique a participação de alguém no assassinato.
Os investigadores trabalham com a hipótese de homicídio. Laudos periciais apontam morte violenta por asfixia, porém, ainda não se sabe se por esganadura ou por compressão torácica (causada por possível compressão do pulmão com o joelho). Foram encontradas escoriações no pescoço da vítima. Até o momento, ninguém foi preso.
Entenda o caso
Adalberto Amarilio dos Santos Junior, 35 anos, desapareceu no dia 30 de maio de 2025, quando foi a um evento relacionado a motos no autódromo de Interlagos (SP). Ele era tricampeão paulista de kart, casado, sem filhos e dono de uma rede de óticas em Barueri, onde morava, e Osasco.
Deveria ter voltado para casa no mesmo dia, e como isso não ocorreu, a esposa procurou a polícia. Seu corpo foi encontrado em um buraco com cerca de 3 metros de profundidade no dia 3 de junho em uma área em obras dentro do complexo. A vítima estava sem calça e sem tênis. Seu carro permanecia estacionado no autódromo. Junto ao corpo foi encontrado seu capacete, sua carteira e também seu celular, mas a câmera que o empresário usava para gravar os eventos e publicar nas redes sociais sumiu. A família diz não ter sido registrada qualquer movimentação bancária suspeita desde o ocorrido.
A principal hipótese é de que o corpo de Adalberto tenha sido jogado no buraco já sem vida. A investigação mantém a teoria de que o empresário tenha se envolvido em uma discussão após acessar uma área restrita do kartódromo. Por isso as suspeitas recaem sobre a segurança do evento, mas a polícia não descarta a participação de outras pessoas no homicídio.