Ministro da Saúde afirmou que o país possui um sistema de vigilância de controle da doença
(Imagem: Ivans/Pexels)
Casos de uma doença até então pouco falada começou a gerar alerta em diferentes países: o hantavírus. Transmitida principalmente por roedores silvestres, a infecção voltou ao centro das atenções após um surto registrado em um navio de cruzeiro de bandeira holandesa, no início de maio. O episódio resultou em sete mortes e no aumento do número de pessoas contaminadas.
À CNN Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o país possui um sistema de vigilância voltado ao controle da doença e tranquilizou a população ao destacar que o hantavírus já é identificado em território brasileiro desde a década de 1990.
“O hantavírus também é uma doença para a qual temos um sistema de vigilância. Esse tipo de cepa que circulou no cruzeiro foi pego na região andina, é uma cepa que nunca circulou no Brasil”, destacou.
À reportagem, o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da PUC-SP, Fabio Junqueira, explicou que o Brasil registra casos esporádicos da doença todos os anos, principalmente em áreas rurais.
Segundo ele, a atenção maior neste momento ocorre devido aos casos recentes registrados na Argentina, mas não há evidências de transmissão ampla no país.
“Diferentemente da Covid-19, o hantavírus não apresenta transmissão fácil entre pessoas na maior parte dos casos. A principal forma de contágio continua sendo o contato indireto com roedores infectados”, explicou.
O que é o hantavírus
O hantavírus pode causar nos humanos uma infecção grave chamada síndrome cardiopulmonar por hantavírus. Os sintomas iniciais costumam se assemelhar aos de uma gripe forte, incluindo febre, dores no corpo e cansaço. Em alguns casos, a doença pode evoluir rapidamente, provocando falta de ar e comprometimento pulmonar severo.
“A principal forma de transmissão acontece pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados. O risco aumenta em locais fechados e pouco ventilados. Para prevenir, é importante evitar acúmulo de lixo, manter alimentos bem armazenados, controlar roedores e nunca varrer fezes secas de ratos sem antes umedecer o ambiente com água e desinfetante”, enfatizou.