(Yogesh Pedamkar/Unsplash)
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou a décima morte causada por intoxicação com metanol em 2025. A vítima, um homem de 26 anos, morador de Sorocaba, morreu em 16 de agosto, mas a causa do óbito só foi determinada mais de três meses depois.
Segundo familiares, o jovem — que deixou dois filhos — começou a sentir fortes dores de cabeça, náuseas e vômitos poucas horas após ingerir uma bebida alcoólica supostamente adulterada. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu.Autoridades investigam a falsificação de bebidas como vodca e gim, que estariam sendo adulteradas com metanol — um composto altamente tóxico e de difícil detecção em produtos clandestinos.
A intoxicação por metanol pode causar sintomas graves, como tontura, convulsões, perda de visão e, em casos mais severos, a morte. Os primeiros sinais costumam aparecer entre 10 e 12 horas após o consumo da substância.
De acordo com especialistas, o índice de mortalidade pode ser inferior a 10% quando o diagnóstico é feito rapidamente. No entanto, sem atendimento adequado, o risco de morte ultrapassa 50%. A Vigilância Sanitária segue monitorando o caso e reforça o alerta sobre o consumo de bebidas de origem duvidosa.
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