A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar a caderneta e atualizar as doses
(Imagem: Divulgação/Governo de SP)
Com a previsão de circulação de cerca de 832 mil pessoas durante a temporada de cruzeiros 2026/2027, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) alerta passageiros e tripulantes para a importância de manter a vacinação contra o sarampo em dia.
A preocupação está relacionada à circulação internacional do vírus e à movimentação de viajantes de diferentes nacionalidades, que pode favorecer a transmissão da doença.
A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar a caderneta e atualizar as doses, se necessário, preferencialmente com pelo menos 15 dias de antecedência do embarque. A vacina é gratuita e está disponível nos 645 municípios paulistas.
Cuidados antes e durante a viagem
Pessoas com febre e manchas vermelhas pelo corpo, especialmente quando acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite, devem adiar a viagem e procurar atendimento médico.
Durante o cruzeiro, a SES-SP recomenda lavar as mãos frequentemente, evitar compartilhar copos, talheres e alimentos, manter os ambientes ventilados e evitar contato próximo com pessoas doentes.
Se os sintomas surgirem a bordo, o passageiro deve informar imediatamente a equipe de saúde do navio. Após o desembarque, é importante ficar atento aos sintomas por até 30 dias. Em caso de suspeita, o viajante deve procurar atendimento e informar sobre a viagem, preferencialmente avisando o serviço de saúde antes de chegar.
Cobertura vacinal aumentou em SP
A cobertura vacinal contra o sarampo cresceu no Estado entre abril e agosto de 2026. O índice da primeira dose passou de 86,56% para 96,29%, enquanto o da segunda subiu de 72,72% para 83,81%.
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Confira o esquema de vacinação:
- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses.
- Pessoas de 15 meses a 29 anos: duas doses comprovadas, com intervalo mínimo de 30 dias.
- Pessoas de 30 a 59 anos: pelo menos uma dose comprovada.
- Trabalhadores da saúde: duas doses comprovadas, independentemente da idade.
A chamada dose zero é indicada para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André. Também pode ser recomendada após exposição ao vírus, conforme avaliação da vigilância epidemiológica. Essa aplicação não substitui as doses do calendário regular.
Crianças menores de um ano, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com imunossupressão precisam de avaliação individualizada. A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes, bebês menores de seis meses e em determinadas condições de imunossupressão.
Onde buscar informações
O portal Vacina 100 Dúvidas, do Governo de São Paulo, reúne orientações sobre imunização, segurança das vacinas e prevenção de doenças. O acesso é gratuito.