Barragem foi construída para conter cheias do Tietê
(Imagem: Emae/Divulgação)
A Usina Hidrelétrica Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, deve ser reativada e voltar a gerar energia elétrica após anos de inatividade, com capacidade instalada de 18 megawatts (MW). A retomada da operação é apontada como um reforço à matriz energética regional e tem potencial para impulsionar a economia local, com a criação de empregos diretos e indiretos.
O anúncio foi feito pelo prefeito Elvis Cezar, por meio das redes sociais, após reunião com autoridades municipais e o presidente da Emae, Fernando Luis Fernandes. No encontro, também foram discutidas iniciativas estratégicas para o desenvolvimento urbano, como a cessão de área para a implantação do futuro Parque do bairro Germano, a ampliação do Parque Tibiriçá e a regularização de áreas públicas destinadas a campos de futebol.
A ampliação das ações de limpeza no Rio Tietê também entrou na pauta, com foco na remoção e destinação ambientalmente adequada de resíduos. Segundo a Prefeitura, as medidas integram um plano que busca conciliar desenvolvimento urbano, preservação ambiental e melhoria da qualidade de vida da população.
Projeto aguarda licença ambiental
Procurada pela reportagem, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) informou que o projeto da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Edgard de Souza segue em fase regular de desenvolvimento, em conformidade com o planejamento financeiro, técnico, regulatório e ambiental do empreendimento.
A empresa venceu, no ano passado, o leilão promovido pela Aneel para implantar a usina em Santana de Parnaíba, a partir da estrutura já existente da barragem Edgard de Souza, construída em 1901 para o controle de cheias do Rio Tietê.
Segundo a companhia, estão em fase final as tratativas para a formalização do contrato de comercialização da energia com o consórcio vencedor do processo de contratação.
Paralelamente, o projeto aguarda a emissão da Licença Ambiental de Instalação (LI) pela Cetesb, etapa indispensável para o início das obras. A Emae afirma que todo o processo de licenciamento segue rigorosamente a legislação ambiental vigente e as exigências dos órgãos competentes.