O Sistema Cantareira é principal responsável pelo abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo
(Imagem: Pablo Jacob / Governo do Estado de SP)
Falta apenas uma semana para o início da Copa do Mundo FIFA 2026, torneio que promete entrar para a história como a maior edição já realizada desde a criação da competição, em 1930. A abertura está marcada para o dia 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, e dará início a uma maratona de 104 partidas distribuídas por 16 cidades-sede em três países: Estados Unidos, México e Canadá.
A edição de 2026 marcará uma série de estreias. Será a primeira Copa do Mundo organizada simultaneamente por três países e também a primeira com 48 seleções participantes. Até o Mundial do Catar, em 2022, a competição reunia 32 equipes. Com a ampliação aprovada pela FIFA, o número de jogos saltou de 64 para 104, um aumento de 62,5%.
O novo formato prevê 12 grupos com quatro seleções cada. Avançam para a fase eliminatória os dois primeiros colocados de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados. A partir daí, o torneio seguirá em sistema de mata-mata até a grande final, marcada para 19 de julho, na região de Nova York e Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Período seco
O período seco na região Sudeste ocorre entre 1º de junho e 30 de novembro. Durante esses meses, a definição das vazões destinadas às bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacias PCJ) é realizada por meio de comunicados emitidos pelos Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Comitês PCJ) e encaminhados à SP Águas.
As duas agências reforçaram a necessidade de adoção de medidas voltadas à gestão da demanda por água. Entre as recomendações estão ações para redução de perdas nos sistemas de distribuição, estímulo ao consumo consciente e uso racional do recurso por parte da população, empresas e demais usuários.
A operação do Sistema Cantareira é acompanhada diariamente pela ANA e pela SP Águas, que monitoram indicadores como volume armazenado, vazões afluentes e níveis dos reservatórios para subsidiar as decisões operacionais.
As regras atualmente em vigor foram definidas após a grave crise hídrica enfrentada pelo Estado de São Paulo entre 2014 e 2015. A Resolução Conjunta nº 925/2017 criou um sistema de faixas operacionais baseado no volume acumulado nos reservatórios, com o objetivo de garantir maior previsibilidade e segurança hídrica para a Região Metropolitana de São Paulo e para as Bacias PCJ.
Sobre o sistema Cantareira
Considerado o principal sistema produtor de água da Grande São Paulo, o Cantareira abastece aproximadamente metade da população da região metropolitana e também contribui para diversos usos da água nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, incluindo o abastecimento de municípios como Campinas.
O sistema é formado por cinco reservatórios interligados: Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro. Juntos, eles possuem capacidade útil total de 981,56 bilhões de litros de água.
Desde 2018, o Cantareira conta ainda com uma importante obra de integração hídrica: a ligação entre a represa da UHE Jaguari, situada na bacia do rio Paraíba do Sul, e o reservatório Atibainha. A estrutura ampliou a flexibilidade operacional do sistema e aumentou a segurança do abastecimento para a Região Metropolitana de São Paulo.
Embora todos os reservatórios estejam localizados em território paulista, parte da água que alimenta o sistema provém de rios de domínio da União, uma vez que possuem nascentes e trechos localizados em Minas Gerais. Essa característica torna necessária a gestão compartilhada entre órgãos federais e estaduais.
As informações atualizadas sobre o Sistema Cantareira podem ser consultadas na Sala de Situação da ANA), na Sala de Situação PCJ e no Sistema de Acompanhamento de Reservatórios da ANA.