Apenas 13 dos atuais deputados não disputam nenhum cargo eletivo em 2026
(Imagem: Leopoldo Silva/Agência Senado)
As eleições de 2026 podem provocar poucas mudanças na composição da Câmara dos Deputados. Dos atuais 513 deputados federais, 437 registraram candidatura para tentar permanecer no cargo, o equivalente a cerca de 85% da Casa. Os dados foram divulgados pela Agência Câmara com base nos registros apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O número é menor que o registrado nas eleições de 2022, quando 448 deputados concorreram à reeleição. Parte da diferença está relacionada ao aumento de parlamentares que decidiram disputar uma cadeira no Senado: 42 deputados federais são candidatos a senador neste ano, ante 21 na eleição passada. Outros 11 concorrem a vagas nas assembleias legislativas.
Há ainda cinco deputados concorrendo ao governo de seus Estados, um à Vice-Presidência da República, um a vice-governador e três a primeiro suplente de senador. Apenas 13 dos atuais deputados não disputam nenhum cargo eletivo em 2026.
O cenário também aponta para uma presença significativa de políticos que já ocupam mandato na disputa pelo Senado. Neste ano, 54 das 81 cadeiras da Casa estarão em jogo, já que a eleição renovará dois terços do Senado. Dos atuais senadores, 32 registraram candidatura à reeleição. A mesma quantidade de senadores em fim de mandato tentou permanecer na Casa em 2018, última eleição em que dois terços das vagas foram renovados.
Menos candidatos à Câmara
Apesar da elevada proporção de deputados tentando permanecer no cargo, a disputa pela Câmara terá menos candidatos em relação à eleição passada. Dados atualizados pelo Senado na segunda-feira (17) apontavam 7.627 pedidos de registro para deputado federal, contra 9.477 candidatos em 2022. Isso representa uma média de aproximadamente 15 concorrentes para cada uma das 513 vagas.
A redução está relacionada, entre outros fatores, às mudanças nas regras eleitorais e à diminuição do número de partidos. O Brasil tem atualmente 30 legendas, enquanto em 2018 eram 36. Alteração feita na Lei das Eleições em 2021 também passou a limitar o número de candidaturas proporcionais que cada partido pode apresentar.
Na disputa pela Câmara, as mulheres representam 37% das candidaturas, ante 35% em 2022. Também aumentou a participação de candidatos com ensino superior, de 68% para 71%. O número de candidatos indígenas passou de 50 para 75, enquanto 24 pessoas transgênero registraram candidatura, ante 19 na eleição anterior.
Mais de 20 mil candidaturas
Considerando todos os cargos, as eleições gerais deste ano tinham 20.506 pedidos de registro de candidatura contabilizados pelo TSE até segunda-feira (17), cerca de 8,7 mil a menos que em 2022. A maior quantidade está concentrada nas assembleias legislativas, com 11.090 registros, seguida pela Câmara dos Deputados.
Para o Senado, foram apresentados 314 pedidos de candidatura para 54 vagas, média de 5,83 concorrentes por cadeira. Como dois terços da Casa serão renovados, cada eleitor terá direito a votar em dois candidatos diferentes ao Senado nas eleições de outubro.
Os números ainda não são definitivos. Os pedidos de registro apresentados pelos partidos e candidatos estão sendo analisados pela Justiça Eleitoral e podem sofrer alterações em razão de indeferimentos, substituições ou desistências ao longo do processo eleitoral.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. Caso seja necessário segundo turno nas disputas para presidente e governador, a votação ocorrerá em 25 de outubro.