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Prefeitos dizem não temer vazamentos e se dividem sobre Sergio Moro

Após vazamentos de conversas de Moro e Dallagnol, prefeitos refletem sobre uso do app para conversas administrativas

21 jun 2019 - 08h00   atualizado em 02/12/2025 às 09h41
Prefeitos dizem não temer vazamentos e se dividem sobre Sergio Moro Apesar de ser ferramenta facilitadora, a dúvida sobre os limites do uso de apps como WhatsApp e Telegram aparece (Foto: Reprodução)
Com os recentes vazamentos das conversas entre o Ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-juiz, Sergio Moro, com procuradores da força-tarefa da Lava Jato, dúvidas sobre o que é permitido ser falado entre as autoridades e quais são os limites do uso dos aplicativos de conversa como WhatsApp e Telegram têm surgido no setor público. 

As conversas reveladas pelo site The Intercept Brasil levantaram a suspeita sobre a atuação de Moro, que nega ter cometido irregularidades.
O caso expôs a vulnerabilidade de smartphones a ataques e furtos de dados pessoais. Ouvidos pela reportagem da Folha de Alphaville, os prefeitos de Barueri, Rubens Furlan (PSDB) e Elvis Cezar (PSDB), de Santana de Parnaíba, dizem não temer esse tipo de ataque. Ambos se pronunciaram a favor da total transparência das conversas utilizadas por esses aplicativos. 

Declarando apoio a Moro, Elvis afirmou não ter medo de invasão a seu celular: "Há mais de 10 anos tenho o mesmo número de celular. Todo mundo do gabinete atende meu telefone, não tenho restrição quanto a nada. Na prefeitura eu sempre falo que tem que ser tudo transparente. O povo pode ouvir e ler o que a gente fala."

"Sobre o Moro, eu apoio totalmente as medidas e a conduta dele. Até que se prove o contrário, não dá para ter certeza de nada", opinou Cezar.

Furlan disse que apesar de utilizar bastante as redes sociais para divulgar as ações de sua gestão, não é usuário desse tipo de app. "Eu não sou dessa geração, eu não uso, não há nenhuma orientação para o secretariado, inclusive, quando escrevem nem respondo, mas não há nenhuma conversa escrita aqui que não possa ser divulgada, o gestor tem de ser transparente", afirmou. 

Ao contrário de Elvis, o mandatário de Barueri é mais crítico em relação ao caso dos recentes vazamentos. "No estado de direito democrático, não pode fazer o que eles fizeram. O Ministério Público e o judiciário não podiam se unir para 'perseguir' alguém assim, como fizeram com Lula, não podem desrespeitar o direito dos outros. Será que eles tiraram o artigo 5º da Constituição Federal e a gente não ficou sabendo?", cutucou, sobre a garantia que reza a Carta Magna sobre a igualdade de direitos, sem distinção de qualquer natureza.

Smart Cities

No entanto, a tecnologia também pode funcionar como uma aliada no caso de aproximar e facilitar as comunicações entre funcionários, autoridades e até mesmo com a população. Os meios digitais permitem denúncias e requerimentos de serviços por canais mais estreitos com o poder público, por exemplo.

No caso de Barueri, apesar de Furlan se declarar de "outra geração", sua gestão está alinhada com a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), sendo considerada em 2018 uma das 100 cidades mais inovadoras no uso de TI, sendo a segunda colocada no Setor público e em 2017, 1º lugar em Governança, no Prêmio Connected Smart Cities. "A gente usa a tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas e tornar mais eficiente as operações e serviços urbanos, alinhados com o futuro. É para isso que serve tecnologia. O resto é falácia", ressalta Furlan.

Moro nega irregularidades

As conversas entre os anos de 2015 a 2018 levantaram a suspeita sobre a parcialidade de Moro no julgamento da Lava Jato e de ter interferido nas investigações.


Durante sabatina ao Senado nesta quarta-feira (19), o ministro criticou as reportagens feitas pelo site, qualificando-as de "sensacionalistas", e censurou ainda o fato de não ter sido procurado para se manifestar antes da publicação dos conteúdos e de o site não ter apresentado as mensagens a uma autoridade independente para que fossem examinadas. Ele também ressaltou que, na tradição jurídica brasileira, a conversa entre juízes, procuradores, delegados e advogados é corriqueira. 

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