SP Mobile utiliza tecnologia para cruzar informações
(Imagem: Felipe Barros/Arquivos FA)
A Polícia Civil de São Paulo realizou, na última segunda-feira (27), mais uma etapa de devolução de celulares roubados e furtados, com a restituição de 383 aparelhos aos seus proprietários. A ação faz parte do programa SP Mobile, que já ultrapassa a marca de 23,5 mil dispositivos recuperados em todo o Estado desde sua criação, em 2025.
Desse total, 68 aparelhos pertenciam a moradores da Região Metropolitana de São Paulo cobertas pela Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo), como Barueri e Santana de Parnaíba. O órgão cobre 34 municípios, excluindo a capital paulista.
A entrega ocorreu no Palácio da Polícia Civil, na região central da capital paulista, reunindo vítimas que conseguiram reaver seus aparelhos após investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo. A iniciativa é considerada uma das principais frentes de combate aos crimes de roubo, furto e receptação de celulares no Estado.
Tecnologia e cruzamento de dados impulsionam resultados
Criado em 2025, o SP Mobile utiliza tecnologia para cruzar informações de boletins de ocorrência com dados fornecidos por operadoras de telefonia, como o IMEI. O sistema identifica aparelhos com restrição criminal que voltam a ser ativados, permitindo sua localização e recuperação.
A partir desse monitoramento, a polícia consegue notificar os atuais usuários dos dispositivos — muitas vezes adquiridos sem conhecimento da origem ilícita — e orientar a devolução. O mecanismo também contribui para enfraquecer o mercado ilegal de celulares ao aumentar o risco para receptadores.
Mais de um terço dos aparelhos já foram devolvidos
Dos mais de 23,5 mil celulares recuperados até agora, cerca de 34% já foram devolvidos aos verdadeiros donos, segundo dados oficiais. A diferença entre aparelhos localizados e efetivamente restituídos ainda é um desafio, principalmente devido à dificuldade de identificação dos proprietários ou à ausência de registros formais.
Registro de ocorrência é decisivo para recuperação
As autoridades reforçam que o registro do boletim de ocorrência, com o número de identificação do aparelho (IMEI), é fundamental para aumentar as chances de recuperação. Sem esse dado, a vinculação entre o dispositivo e o proprietário fica mais difícil, o que pode inviabilizar a devolução.
Além de devolver bens às vítimas, o programa também atua diretamente no combate à cadeia criminosa envolvida na comercialização de celulares roubados, ampliando investigações e responsabilizando envolvidos.
A nova entrega de 383 aparelhos reforça a estratégia do governo paulista de integrar tecnologia e inteligência policial para reduzir um dos crimes mais recorrentes nas grandes cidades. A expectativa é de que a ampliação do cruzamento de dados e a integração com outros Estados aumentem ainda mais o número de celulares recuperados e devolvidos nos próximos meses.