18 foragidos foram capturados nos primeiros 30 minutos de operação
(Imagem: Pablo Jacob / Governo do Estado de SP)
A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM-SP) recapturou 34 foragidos da Justiça e realizou prisões em flagrante durante a Operação Muralha Paulista I, deflagrada na terça-feira (28) em diferentes regiões do Estado. A ação, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública, mobilizou unidades especializadas e sistemas inteligentes de monitoramento, marcando mais uma etapa da estratégia estadual de policiamento orientado por dados.
Os 34 foragidos detidos apresentavam mandados por diferentes tipos de crime, revelando a heterogeneidade do público-alvo da operação. Entre os casos registrados estão:
- 18 prisões por inadimplência de pensão alimentícia;
- 4 por agressão;
- 3 por tráfico de drogas;
- 3 por estupro de vulnerável;
- ocorrências por homicídio, roubo, furto, estelionato e porte ilegal de arma de fogo.
Além das recapturas, a operação também resultou em prisões em flagrante, incluindo delitos como tráfico de drogas e receptação, ampliando o alcance da ação para além do cumprimento de mandados judiciais.
A ofensiva teve como eixo central o uso do programa Muralha Paulista, que integra câmeras urbanas, leitura automática de placas e reconhecimento facial a bancos de dados policiais. A tecnologia permite identificar, em tempo real, pessoas com mandados de prisão em aberto e veículos associados a ocorrências criminais, acionando equipes em campo para abordagem imediata.
Resposta rápida e prisões nos primeiros minutos
O impacto da operação foi imediato. Segundo o balanço operacional, 18 foragidos foram capturados nos primeiros 30 minutos, o que evidencia a capacidade de resposta do sistema quando combinado com policiamento ostensivo já posicionado estrategicamente.
“Só para se ter uma ideia, em 30 minutos de operação foram 18 recapturados pela Polícia Militar, ou seja, tecnologia, ação de presença e pronta resposta em prol de toda a população do estado de São Paulo”, afirmou o coronel Carlos Lucena, coordenador operacional da Polícia Militar.
A ação ocorreu de forma simultânea em múltiplos pontos do Estado, com monitoramento centralizado e despacho tático via COPOM (Centro de Operações da PM), reduzindo o tempo entre identificação e abordagem.
A Operação mobilizou diferentes frentes da PM-SP: equipes de Força Tática, unidades do BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), ROCAM (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas), radiopatrulhamento convencional, policiamento de trânsito e tropas de Choque.
A diversidade de unidades permitiu desde abordagens rápidas em áreas urbanas densas até intervenções táticas em situações de maior risco.
“A Operação Muralha Paulista demonstra a importância da integração entre tecnologia e ação policial. O uso de inteligência e monitoramento em tempo real permite respostas mais rápidas e eficazes, ampliando a capacidade de localizar foragidos e combater diferentes modalidades criminosas em todo o estado”, declarou à Agência São Paulo o secretário-executivo da Segurança Pública de São Paulo, Henguel Ricardo Pereira.
Inteligência, dados e policiamento preditivo
A operação evidencia uma mudança estrutural na política de segurança pública paulista, baseada no conceito de policiamento orientado por inteligência.
O sistema Muralha Paulista opera a partir do cruzamento de dados em larga escala, conectando informações de diferentes fontes e gerando alertas automatizados. Isso permite antecipar deslocamentos de suspeitos, identificar padrões e direcionar o policiamento para pontos de maior probabilidade de ocorrência criminal.
Na prática, a tecnologia reduz a dependência exclusiva de denúncias ou flagrantes casuais, substituindo parte da lógica reativa por uma abordagem preditiva.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a Operação Muralha Paulista integra um conjunto de ações permanentes voltadas à redução da circulação de criminosos e aumento da efetividade policial.
A tendência é que novas fases da operação sejam realizadas, com ampliação do número de municípios integrados ao sistema e expansão da base de dados utilizada pelas forças de segurança.