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ESCALADA MILITAR

EUA voltam a atacar Irã; Teerã reage com mísseis contra bases na Jordânia

31 ago 2026 - 17h40 Aliz Lambiazzi   atualizado às 17h49
EUA voltam a atacar Irã; Teerã reage com mísseis contra bases na Jordânia Destróier USS Roosevelt, dos EUA, navegando no Estreito de Ormuz (Imagem: Suboficial de 1ª Classe Indra Be / Comando Central dos EUA)

Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã neste domingo (30), após cerca de um mês sem uma ofensiva conhecida em território iraniano. Horas depois, Teerã reagiu com o lançamento de mísseis contra instalações militares usadas por forças americanas na Jordânia, em uma nova escalada do conflito que já dura seis meses.

O ataque americano atingiu dois lançadores de foguetes na ilha iraniana de Larak, localizada no Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), integrantes da Guarda Revolucionária do Irã estavam se preparando para lançar foguetes destinados a colocar minas marítimas na região.

O governo iraniano condenou a ofensiva e afirmou nesta segunda-feira (31) que houve mortos e feridos entre militares e civis, além de danos a propriedades públicas e privadas. O número de vítimas não foi divulgado.

Em resposta, a Guarda Revolucionária anunciou uma operação com mísseis balísticos contra as bases de King Hussein e Al Azraq, na Jordânia. O Irã afirma que as instalações são utilizadas pelas forças americanas e que o ataque atingiu infraestrutura militar. Não há confirmação independente sobre os danos alegados por Teerã.

Jordânia intercepta mísseis

As Forças Armadas da Jordânia informaram nesta segunda-feira (31) que seus sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram oito mísseis que entraram no espaço aéreo do país durante a madrugada.

Segundo o comunicado oficial, os projéteis foram destruídos antes de representar risco para moradores ou propriedades. O governo jordaniano não confirmou as alegações iranianas de danos às bases.

O episódio encerra um período de relativa redução dos confrontos diretos entre Estados Unidos e Irã. Antes da ofensiva deste domingo, os últimos ataques americanos conhecidos em território iraniano haviam ocorrido no fim de julho.

Disputa pelo Estreito de Ormuz

O novo confronto ocorre em meio à disputa pelo controle e pela segurança da navegação no Estreito de Ormuz, passagem que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio mundial de petróleo e gás.

Os Estados Unidos afirmam ter concluído na semana passada uma operação para retirar minas das principais rotas internacionais de navegação no estreito. Washington havia advertido que impediria novas tentativas iranianas de instalar explosivos marítimos na região.

O Irã, por sua vez, acusa os Estados Unidos de violar sua soberania. Em comunicado divulgado nesta segunda, o Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou a ofensiva em Larak como violação da integridade territorial do país e afirmou que os ataques contra as bases na Jordânia foram realizados em legítima defesa.

A retomada das hostilidades já teve reflexo no mercado internacional. O petróleo Brent avançou mais de 2% nesta segunda-feira, chegando a superar US$ 91 por barril durante as negociações, diante do temor de novas interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

Conflito começou em fevereiro

A atual guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. Teerã respondeu com ofensivas contra Israel e contra países da região que abrigam forças americanas. Desde então, milhares de pessoas morreram e milhões tiveram de deixar suas casas em diferentes pontos do Oriente Médio.

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