Tragédia já deixou mais de 665 mortos
(Imagem: Foto: Sulav Shrestha/Xinhua via AP)
O governo do Nepal voltou atrás e decidiu aceitar ajuda internacional especializada para enfrentar as consequências das enchentes provocadas pelo colapso de uma geleira na região do Himalaia. As autoridades retomaram as operações de busca e resgate neste sábado (29), enquanto quase 3 mil pessoas continuam desaparecidas.
O desastre atingiu principalmente áreas próximas à fronteira com o Tibete. No Nepal, o número de mortos chegou a pelo menos 669, enquanto outras sete mortes foram registradas no lado tibetano. Mais de 3,7 mil pessoas já foram resgatadas no território nepalês.
A avalanche de gelo, pedras, lama e água atingiu comunidades, estradas, pontes e instalações de energia. As condições do terreno e a destruição da infraestrutura dificultam o acesso das equipes às áreas mais afetadas. Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros e trabalhadores de projetos hidrelétricos.
O Nepal solicitou principalmente apoio técnico para operações de resgate em locais de difícil acesso, identificação de corpos e recuperação da infraestrutura. Índia e China já enviaram especialistas e equipamentos para auxiliar nos trabalhos.
Além do socorro emergencial, o país já calcula os custos da reconstrução. Segundo o ministro das Finanças nepalês, serão necessários entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões para recuperar as áreas destruídas pela tragédia.