Apenas 4,5% dos espaços estavam disponíveis ao fim de junho, enquanto a absorção bruta ultrapassou 2,1 milhões de m2
(Imagem: ALEKSANDARLITTLEWOLF/MAGNIFIC)
O mercado de galpões logísticos em São Paulo encerrou o primeiro semestre de 2026 com a menor taxa de vacância dos últimos 18 anos. Segundo levantamento da CBRE, apenas 4,5% dos espaços estavam disponíveis ao fim de junho, enquanto a absorção bruta — volume de áreas ocupadas no período — ultrapassou 2,1 milhões de metros quadrados.
O desempenho também representa o maior volume de absorção líquida registrado em um semestre desde o início da série histórica da consultoria, em 2008. O ritmo de ocupação acelerou a ponto de a absorção líquida acumulada em 2026 já se aproximar do total registrado durante todo o ano passado.
A demanda tem sido puxada principalmente pelo comércio eletrônico e pelo varejo, que juntos responderam por 63% das ocupações realizadas no primeiro semestre. Entre as empresas que ampliaram suas operações estão Mercado Livre e Shopee.
A expansão das redes de distribuição está relacionada à busca por maior capacidade de armazenamento, redução do prazo de entrega e proximidade dos principais centros consumidores.
Eixo próximo à capital concentra demanda
A localização é um dos principais fatores por trás da movimentação. De acordo com o estudo, Guarulhos, o ABC Paulista e Cajamar concentraram 60% da absorção de galpões registrada no Estado no primeiro semestre. O eixo reúne acesso a importantes rodovias e proximidade com a capital e grandes áreas de consumo.
A preferência por imóveis próximos aos centros urbanos também aparece nos dados de oferta. Dos 596 mil m² de novos galpões entregues em São Paulo entre janeiro e junho, 71% estão em um raio de até 30 quilômetros da capital. A região segue como um dos principais focos para empreendimentos destinados a operações de distribuição e logística.