Cantor Kauan, da dupla sertaneja Mateus e Kauan, enfrenta problemas com construção de mansão em Alphaville
(Imagem: Reprodução Instagram do cantor)
O cantor Kauan, da dupla sertaneja Matheus & Kauan, tornou pública nesta semana uma disputa envolvendo a construção da casa da família no residencial Tamboré 2, em Santana de Parnaíba. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele mostrou a obra parada e afirmou ter desembolsado mais de R$ 7,5 milhões pelo serviço ao longo de quase três anos. O caso, no entanto, já é objeto de uma disputa judicial entre o artista, a esposa, Sarah Biancolini, e a construtora responsável pelo projeto.
Segundo uma planilha divulgada pelo próprio cantor, os pagamentos atribuídos à construção somam R$ 7.676.908,03. Kauan afirma ainda possuir laudos e uma perícia para avaliar o que efetivamente foi executado e quanto teria sido aplicado na obra. Os documentos completos não foram divulgados publicamente.
O terreno, segundo o sertanejo, já pertencia ao casal antes da contratação da obra e é avaliado em cerca de R$ 15 milhões. Ao mostrar o estado atual da construção, Kauan afirmou que o imóvel seria a “casa dos sonhos” da família.
“Já foram pagos mais de R$ 7,5 milhões, e isso aqui foi o que ele entregou”, declarou. Em outra publicação, afirmou que a situação se arrasta “há quase três anos”.
As imagens divulgadas pelo cantor mostram uma construção ainda em estágio inicial, com escavações, estruturas de madeira e materiais espalhados pelo terreno. Kauan atribui a paralisação aos problemas que diz ter enfrentado na execução do projeto.
Construtora cobra R$ 3 milhões do casal
Embora Kauan não tenha identificado a empresa nos vídeos publicados nesta semana, documentos públicos mostram que a MAPA Construtora e Incorporadora mantém uma disputa judicial com o cantor e Sarah envolvendo um contrato para construção residencial.
A empresa ingressou em 8 de abril deste ano com uma execução de título extrajudicial na 2ª Vara Cível de Barueri. A ação, de número 4006998-95.2026.8.26.0068, tem como partes a MAPA, Osvaldo Pinto Rosa Filho (nome civil de Kauan) e Sarah Carolina Ferreira Biancolini. O processo permanece ativo.
Na ação, conforme informações já tornadas públicas sobre o processo, a construtora afirma que o contrato da residência ultrapassava R$ 15 milhões e cobra do casal R$ 3,04 milhões referentes a uma cláusula penal. A empresa sustenta que Kauan e Sarah deixaram de cumprir pagamentos previstos mesmo após notificações e que o contrato foi rescindido por responsabilidade dos clientes.
O casal apresenta outra versão. Na defesa, Kauan e Sarah alegam que a construtora apresentou uma narrativa incompleta à Justiça, afirmam ter feito uma contranotificação e atribuem à empresa a responsabilidade pelo rompimento do contrato. Também apontam divergências sobre os valores pagos durante a execução da obra e sustentam que a multa não poderia ser cobrada antes da definição sobre quem deu causa à rescisão.
O cantor e a esposa chegaram a pedir a suspensão da cobrança enquanto sua defesa preliminar fosse analisada, mas o pedido de paralisação foi negado pela 2ª Vara Cível de Barueri. A construtora, por sua vez, rebateu as alegações do casal e pediu o prosseguimento da execução.
A disputa teve desdobramento recente no Tribunal de Justiça de São Paulo. Em 14 de setembro, Kauan e Sarah ingressaram com recurso distribuído à 22ª Câmara de Direito Privado, também relacionado à cláusula penal discutida no processo de origem. O recurso teve movimentação registrada ainda no mês passado.
Não há, portanto, decisão definitiva estabelecendo qual das partes foi responsável pelo rompimento do contrato.
Kauan relata coação e diz ter registrado ocorrência
Além da disputa sobre a construção, Kauan fez acusações mais graves nas redes sociais. O cantor publicou imagens de câmeras de segurança e afirmou que pessoas que seriam ligadas ao responsável pela obra teriam permanecido diante da residência onde sua família estava morando e acompanhado seus deslocamentos.
“Esse carro ficou parado por horas na porta da casa que nós morávamos, vigiando a minha saída”, afirmou. Segundo o artista, o episódio assustou os filhos e a família.
Kauan relacionou os episódios ao momento em que decidiu suspender novos pagamentos por estar insatisfeito com o andamento da construção. Ele afirma ainda ter sido abordado dentro do Tamboré 2 e classificou os acontecimentos como coação e invasão de privacidade.
O sertanejo disse ter registrado boletim de ocorrência. O conteúdo integral do documento não foi disponibilizado publicamente, e as acusações de coação e vigilância apresentadas pelo cantor nas redes sociais não significam, por si só, que os fatos tenham sido comprovados pelas autoridades.
Empresa atua no mercado de alto padrão
A MAPA informa em seu próprio site ter sido fundada em 2012 e atuar na construção e incorporação de imóveis de alto padrão. A empresa cita entre suas regiões de atuação os residenciais Tamboré, em Alphaville.
A companhia tem sede em Barueri e está registrada na Receita Federal desde março de 2012, tendo como atividade principal a construção de edifícios.