O principal impacto no mês veio do grupo de transportes
(Imagem: Ross Parmly/Unsplash)
O Custo de Vida por Classe Social (CVCS) na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu 0,38% em dezembro e encerrou 2025 com alta acumulada de 4,71%. No mesmo período de 2024, o índice registrava variação de 4,97%, segundo levantamento mensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
O principal impacto no mês veio do grupo de transportes, que avançou 0,86%, puxado pelos reajustes sazonais da alta temporada do turismo e pelo encarecimento do transporte público. As passagens aéreas subiram 13,1%, enquanto metrô e trem registraram alta de 7,2% e os ônibus interestaduais, de 4,2%. No varejo, o etanol teve aumento de 2,7%.
Saúde
O segmento de saúde também pesou no orçamento, com avanço mensal de 0,68% e alta acumulada de 5,66% em 2025. No varejo, houve elevação nos preços de medicamentos e itens de higiene e beleza, como perfumes (2,2%) e antibióticos. Já nos serviços, destacaram-se os aumentos de 2,8% nos atendimentos odontológicos e de 1,8% nas consultas com psicólogos.
Alimentação
Com maior peso no CVCS, o grupo de alimentação e bebidas subiu 0,38% em dezembro e acumulou alta de 4,06% no ano. A alimentação no domicílio avançou 0,57%, influenciada por reajustes em leite e derivados — como o leite longa vida (2%) e o queijo (3,6%) — e nas carnes, com altas para contrafilé (3,4%), alcatra (3,1%) e chã de dentro (2,6%). No acumulado anual, porém, a pressão foi maior sobre as classes de renda mais elevada, já que a alimentação fora do domicílio subiu 4,39%, acima dos 3,83% registrados no consumo dentro de casa.
No resultado geral, as variações mensais e o acumulado anual atingiram todas as classes sociais de forma semelhante. Em dezembro, a classe A registrou alta de 0,37%.
Metodologia
O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo.