(Felipe Barros Photos)
Os moradores de Santana de Parnaíba registraram a terceira maior renda média do trabalho no país, com R$ 6.081,00 mensais em valores nominais — ou seja, sem ajuste pela inflação.
O primeiro lugar ficou com a cidade de Nova Lima, em Minas Gerais, com R$6.929,00.
Os dados fazem parte dos resultados preliminares do Censo Demográfico 2022 sobre Trabalho e Rendimento, divulgados nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Na média nacional, o trabalhador brasileiro recebia R$ 2.851, em termos nominais declarados no ano de 2022. Em 520 cidades, ou 9,3% dos 5.571 municípios do país, o rendimento do trabalho era inferior ao salário mínimo vigente, que era de R$ 1.212.
Veja abaixo o ranking dos dez primeiros municípios:
- Nova Lima (MG), R$ 6.929;
- São Caetano do Sul (SP), R$ 6.167
- Santana de Parnaíba (SP), R$ 6.081;
- Petrolândia (SC), R$ 5.989;
- Vespasiano Corrêa (RS), R$ 5.779;
- Tunápolis (SC), R$ 5.417;
- Marema (SC), R$ 5.395;
- Niterói (RJ), R$ 5.371;
- Nova Ramada (RS), R$ 5.328;
- Vitória (ES), R$ 5.242.
Na direção oposta, todos os 10 municípios com menores rendimentos do trabalho pertenciam à região Nordeste.
Os trabalhadores com mais baixa remuneração do país foram os de Cachoeira Grande, no Maranhão, apenas R$ 759 mensais, seguidos por Caraúbas do Piauí (PI), R$ 788; Mulungu do Morro (BA), R$ 805; Bacurituba (MA), R$ 811; São João do Arraial (PI), R$ 820; Betânia do Piauí (PI), R$ 828; São José do Piauí (PI), R$ 833; Salitre (CE), R$ 851; Tomar do Geru (SE), R$ 876; e Cedral (MA), R$ 878.
O resultado evidencia as desigualdades regionais no mercado de trabalho. O trabalhador de Nova Lima (MG) obtém um salário 813% superior ao de Cachoeira Grande (MA).