Orientação é levar a caderneta até uma unidade de saúde
(Imagem: Pormezz/shutterstock)
Pais e responsáveis têm até 1º de setembro para conferir e atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Promovida pela Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com os municípios, a Campanha de Multivacinação ocorre nos 645 municípios paulistas e busca identificar doses atrasadas e completar os esquemas previstos no Calendário Nacional de Vacinação. Barueri e Santana de Parnaíba participam da campanha.
Para o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da PUC-SP Fabio Junqueira, a mobilização é uma oportunidade para recuperar doses que eventualmente tenham sido esquecidas.
“Na infância e na adolescência há diferentes vacinas e reforços previstos para cada idade, e é relativamente comum alguma dose ser esquecida. Atualizar a vacinação significa recuperar essa proteção e evitar doenças que podem ser graves, deixar sequelas ou até levar à morte”, afirmou.
Em Barueri e em Santana de Parnaíba, a campanha acontece nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A orientação é levar a caderneta até uma unidade de saúde para a equipe verificar o histórico vacinal e indicar quais doses precisam ser aplicadas de acordo com a idade.
Entre as vacinas previstas estão BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica, meningocócicas C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral, varicela, DTP, hepatite A e HPV, conforme a idade e o histórico vacinal.
Proteção individual e coletiva
Manter a vacinação em dia não significa apenas proteger a criança ou o adolescente que recebe a dose. A alta cobertura vacinal também ajuda a impedir a circulação de doenças na comunidade.
“O principal risco é permanecer desprotegido ou protegido de maneira insuficiente”, explica Junqueira. Segundo o especialista, algumas vacinas precisam de mais de uma dose para garantir uma resposta imunológica adequada e duradoura. Enquanto o esquema não está completo, a criança ou o adolescente pode ficar mais vulnerável a doenças como sarampo, coqueluche, meningites e poliomielite.
O infectologista também chama atenção para doenças que apresentam baixa circulação e que, por falta de imunização, podem ocorrer surtos, como o sarampo.
“É extremamente contagioso e volta a produzir surtos quando encontra grupos de pessoas suscetíveis. Em 2026, inclusive, as Américas registram um aumento importante de casos, o que reforça a necessidade de manter a vacinação em dia.”