Espaço terá uma ampla estrutura, incluindo espaços de convivência e interação, atendimento psicossocial e familiar
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Segundo dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que representa 1,2% da população. Diante desse cenário, a Prefeitura de Barueri anunciou a construção de um Centro de Transtorno do Espectro Autista, no bairro Aldeia de Barueri. O projeto está atualmente em fase licitatória.
De acordo com o documento disponível no Portal da Transparência do município, o novo centro contará com uma ampla estrutura, incluindo espaços de convivência e interação, biblioteca, salas de leitura, atendimento psicossocial e familiar, consultórios, enfermaria, refeitório, salas de reunião, área aquática, quadra poliesportiva, horta, jardim sensorial, oficinas e ambientes voltados às atividades de vida diária.
Em setembro do ano passado, ao anunciar o projeto, o prefeito de Barueri, Roberto Piteri, destacou o compromisso da administração municipal com políticas de inclusão.
“Esse será um centro moderno para atender todas as famílias atípicas. Um espaço muito maior, mais moderno e equipado com profissionais especializados, pensado para acolher”, afirmou.
Justificativa
Segundo a justificativa apresentada pela prefeitura, o crescimento no número de pessoas com TEA no município tem refletido diretamente no aumento da demanda por serviços especializados, voltados ao desenvolvimento funcional, à autonomia e à integração social.
O documento ressalta ainda que o perfil das famílias atendidas evidencia a necessidade de espaços estruturados que permitam intervenções terapêuticas integradas, apoio comportamental, orientação familiar e atividades que estimulem habilidades adaptativas, cognitivas, motoras e sensoriais.
Crianças, adolescentes e adultos com TEA, conforme o texto, requerem ambientes planejados de forma adequada às suas necessidades, com controle de luminosidade, redução de estímulos sonoros, áreas de integração sensorial, salas para terapias individuais e coletivas, além de espaços seguros e acolhedores que respeitem suas particularidades comportamentais e perceptivas.