País soma mais de 212 milhões de habitantes
(Imagem: Felipe Barros Photos)
A população brasileira segue envelhecendo e crescendo em ritmo cada vez menor, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada em 17 de abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2025, o país alcançou 212,7 milhões de habitantes, um aumento de 0,39% em relação ao ano anterior. A taxa de crescimento permanece abaixo de 0,60% desde 2021, indicando uma desaceleração consistente. Do total da população, 51,2% são mulheres e 48,8% homens.
A mudança demográfica é marcada pela redução da população mais jovem e pelo avanço das faixas etárias mais elevadas. Em comparação com 2012, o contingente de pessoas com menos de 40 anos caiu 6,1%. Já os grupos acima dessa idade cresceram: de 40 a 49 anos passaram de 13% para 15%; de 50 a 59 anos, de 10% para 11,8%; e os idosos com 60 anos ou mais saltaram de 11,3% para 16,6%.
A transformação também se reflete na pirâmide etária, que apresenta base mais estreita e topo mais largo — um indicativo do envelhecimento da população. Regionalmente, as diferenças permanecem: Norte e Nordeste concentram maior proporção de jovens, enquanto Sudeste e Sul registram maior presença de idosos.
O levantamento aponta ainda mudanças na autodeclaração de cor ou raça. A população que se declara branca caiu de 46,4% em 2012 para 42,6% em 2025. Já a parcela que se identifica como preta aumentou de 7,4% para 10,4%, com destaque para o crescimento na Região Norte. No Sul, houve avanço da população parda e redução da branca.
Moradias
Outro destaque é o aumento dos domicílios unipessoais, que passaram de 12,2% em 2012 para 19,7% em 2025. Apesar disso, o modelo familiar nuclear ainda predomina, representando 65,6% dos lares, embora em queda.
Entre as pessoas que vivem sozinhas, há diferenças de perfil: a maioria dos homens está na faixa de 30 a 59 anos, enquanto entre as mulheres predominam aquelas com 60 anos ou mais.
No mercado habitacional, cresceu a proporção de imóveis alugados, que chegou a 23,8%, enquanto os domicílios próprios quitados recuaram para 60,2%. As casas continuam majoritárias, mas perderam espaço para os apartamentos, que vêm ganhando participação no total de moradias.
Os dados reforçam uma mudança estrutural no perfil demográfico brasileiro, com impactos diretos sobre políticas públicas, mercado de trabalho e dinâmica econômica nas próximas décadas.