O percentual do aumento na conta de luz irá variar conforme o perfil do consumidor
(Imagem: Anthony Indraus / Unsplash)
A conta de energia dos clientes da Enel Distribuição São Paulo ficará mais cara a partir do próximo sábado (4). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste médio de 10,18%, mas o aumento varia conforme o perfil do consumidor.
O percentual, no entanto, varia conforme o perfil do consumidor. Para os clientes de baixa tensão (grupo que inclui residências, pequenos comércios e propriedades rurais) o reajuste médio será de 9,89%. Já os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, terão aumento médio de 15% nas tarifas.
Segundo a Aneel, o reajuste faz parte da revisão tarifária anual prevista no contrato de concessão da distribuidora e leva em conta a atualização dos custos para prestação do serviço.
Reajuste vale para milhões de consumidores
A Enel Distribuição São Paulo atende cerca de 8 milhões de unidades consumidoras na capital e em municípios da Região Metropolitana, como Barueri, Santana de Parnaíba, Osasco, Carapicuíba, Cotia, Taboão da Serra, São Caetano do Sul e Santo André, entre outros.
Os novos valores entram em vigor no dia 4 de julho e passarão a ser cobrados nas próximas faturas, de acordo com a data de leitura de cada imóvel.
O que motivou o aumento
De acordo com a agência reguladora, o principal fator para o reajuste foi o impacto dos chamados itens financeiros, que não fazem parte da estrutura permanente da tarifa e têm efeito temporário.
Entre eles estão compensações à Enel por despesas maiores do que as previstas com compra e transporte de energia, além de encargos do setor elétrico que não foram totalmente cobertos pelo reajuste anterior. Esses custos acabaram sendo incorporados ao cálculo das novas tarifas.
A composição da tarifa também considera despesas com compra de energia, transmissão, distribuição e encargos setoriais, além de tributos incidentes sobre a conta de luz.