Dino defendeu que os casos fossem analisados conjuntamente
(Imagem: Antonio Augusto/STF)
O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a decisão sobre a possibilidade de reunir os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O julgamento foi interrompido nesta terça-feira (15) após o ministro Flávio Dino pedir vista do processo.
A discussão ocorre a partir de uma questão de ordem apresentada no plenário sobre a forma como os dois casos devem ser analisados. Até o pedido de vista, o placar estava em 4 votos a 3 pela manutenção dos processos separados.
Dino defendeu que os casos fossem analisados conjuntamente. Com o pedido de vista, o ministro tem prazo de até 90 dias para devolver o processo, embora possa fazê-lo antes.
A discussão envolve, de um lado, o caso relacionado a Alexandre de Moraes e às mensagens atribuídas ao ministro e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. De outro, está o processo envolvendo André Mendonça, que também passou a ser relacionado às discussões sobre a condução das investigações.
A sessão foi marcada por divergências entre ministros sobre a condução dos processos e sobre a possibilidade de análise conjunta. Os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin votaram pela reunião dos casos, enquanto Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela manutenção dos processos separados.
Com a interrupção, não houve decisão definitiva sobre a unificação dos processos. A análise deverá ser retomada após a devolução do pedido de vista por Dino.