Guilherme Boulos disputou a presidência em 2018, quando obteve 617 mil votos (Divulgação)
Inaugurando a série de entrevistas que a Folha de Alphaville fará com políticos que pretendem disputar as próximas eleições, o pré-candidato ao Governo do Estado, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou que acredita ter condições para vencer o pleito. Ele visitou a região na quarta-feira, onde se encontrou com lideranças políticas e comunitárias.
Em conversa exclusiva, Boulos, que disputou a presidência em 2018, quando conquistou 617,1 mil votos, disse que o fato de não existir prefeitos de esquerda na Região Oeste de São Paulo não deve prejudicar a adesão ao seu nome na região. "Isso não quer dizer que não tenha um enorme descontentamento com [Jair] Bolsonaro e [João] Doria. Osasco, sobretudo a cidade mais populosa da região, tem movimentos de lutas sociais e já contou com uma série de governos liderados pela esquerda. Acho que existem todas as condições de um projeto que retome a economia", avaliou.
Para virar o jogo e sair vitorioso, o pré-candidato do PSOL quer unidade política, apesar de não ter confirmado nenhum apoio ainda. "Já conversei com várias siglas. Existe um sentimento de mudança no Estado e no país, as pesquisas mostram isso. A esquerda nunca ganhou, mas agora existe o desgaste do Governo Doria e a divisão que existe no ninho tucano. O Doria é um governador de muito marketing e pouca gestão, as pessoas percebem isso. A população vai desenvolvendo antipatia, veja a maneira como ele tratou o próprio Alckmin. Estas questões, criam condições".
Obras regionais
Questionado sobre projetos e obras para a região, bem como o andamento de propostas que se arrastam por anos nas cidades, como VLT, novos acessos de rodovias (Raposo Tavares, Castello Branco), por exemplo, para Boulos a solução é ter planejamento e investimento público. "Nós temos hoje mais de 130 obras paradas no Estado, de acordo com o Tribunal de Contas, por licitações mal feitas, problemas de gestão dos governos do PSDB". "O Governo Doria oferece obras para os prefeitos em troca de apoio, não tem planejamento a longo prazo. Tirar as obras do papel significa ter capacidade de planejar e investir". A ideia do pré-candidato é ter organismos regionais, para apurar as demandas. "A política que vigora há anos no Estado é a do cafezinho. Vai lá, faz reunião, negocia uma obra pontual e o governo cobra apoio em troca. Tem que ter organismos regionais funcionando e com autonomia para mapear as demandas, um projeto continuado de parceria com as prefeituras e com a sociedade. O PSDB não faz isso e é proposital, essa é a estrutura que os mantém no poder. Se tem relação com os prefeitos baseadas nas demandas reais eles perdem a capacidade de chantagem".
Desafios
Para Guilherme, o principal desafio será recuperar a economia do Estado. "Lamentavelmente o Governo Federal não tem feito nada para resolver a tragédia econômica brasileira, tem aprofundado e ampliando a crise política, a situação de insegurança. O Bolsonaro é uma bomba relógio, mas não podemos esquecer da responsabilidade do Governo do Estado. São Paulo conta com um orçamento de R$ 250 bilhões e não há política para a geração de emprego, apoio ao comerciante e microempresários que ficaram à revelia nessa pandemia", alfinetou.
Habitação
Uma das principais bandeiras, a Habitação, terá de Boulos quer atenção especial. Ele pretende realizar levantamentos de terrenos do Estado não utilizados que possam servir para programas de moradia popular. "Temos que mapear a situação dos imóveis com dívidas e destiná-los, além de ações para moradores de rua. Vamos retomar esse debate no processo eleitoral", contou.
Resistência
Em conversa exclusiva, Boulos, que disputou a presidência em 2018, quando conquistou 617,1 mil votos, disse que o fato de não existir prefeitos de esquerda na Região Oeste de São Paulo não deve prejudicar a adesão ao seu nome na região. "Isso não quer dizer que não tenha um enorme descontentamento com [Jair] Bolsonaro e [João] Doria. Osasco, sobretudo a cidade mais populosa da região, tem movimentos de lutas sociais e já contou com uma série de governos liderados pela esquerda. Acho que existem todas as condições de um projeto que retome a economia", avaliou.
Para virar o jogo e sair vitorioso, o pré-candidato do PSOL quer unidade política, apesar de não ter confirmado nenhum apoio ainda. "Já conversei com várias siglas. Existe um sentimento de mudança no Estado e no país, as pesquisas mostram isso. A esquerda nunca ganhou, mas agora existe o desgaste do Governo Doria e a divisão que existe no ninho tucano. O Doria é um governador de muito marketing e pouca gestão, as pessoas percebem isso. A população vai desenvolvendo antipatia, veja a maneira como ele tratou o próprio Alckmin. Estas questões, criam condições".
Obras regionais
Questionado sobre projetos e obras para a região, bem como o andamento de propostas que se arrastam por anos nas cidades, como VLT, novos acessos de rodovias (Raposo Tavares, Castello Branco), por exemplo, para Boulos a solução é ter planejamento e investimento público. "Nós temos hoje mais de 130 obras paradas no Estado, de acordo com o Tribunal de Contas, por licitações mal feitas, problemas de gestão dos governos do PSDB". "O Governo Doria oferece obras para os prefeitos em troca de apoio, não tem planejamento a longo prazo. Tirar as obras do papel significa ter capacidade de planejar e investir". A ideia do pré-candidato é ter organismos regionais, para apurar as demandas. "A política que vigora há anos no Estado é a do cafezinho. Vai lá, faz reunião, negocia uma obra pontual e o governo cobra apoio em troca. Tem que ter organismos regionais funcionando e com autonomia para mapear as demandas, um projeto continuado de parceria com as prefeituras e com a sociedade. O PSDB não faz isso e é proposital, essa é a estrutura que os mantém no poder. Se tem relação com os prefeitos baseadas nas demandas reais eles perdem a capacidade de chantagem".
Desafios
Para Guilherme, o principal desafio será recuperar a economia do Estado. "Lamentavelmente o Governo Federal não tem feito nada para resolver a tragédia econômica brasileira, tem aprofundado e ampliando a crise política, a situação de insegurança. O Bolsonaro é uma bomba relógio, mas não podemos esquecer da responsabilidade do Governo do Estado. São Paulo conta com um orçamento de R$ 250 bilhões e não há política para a geração de emprego, apoio ao comerciante e microempresários que ficaram à revelia nessa pandemia", alfinetou.
Habitação
Uma das principais bandeiras, a Habitação, terá de Boulos quer atenção especial. Ele pretende realizar levantamentos de terrenos do Estado não utilizados que possam servir para programas de moradia popular. "Temos que mapear a situação dos imóveis com dívidas e destiná-los, além de ações para moradores de rua. Vamos retomar esse debate no processo eleitoral", contou.
Resistência
Boulos também falou sobre a imagem de 'invasor de propriedades' que foi vinculada a ele. "A política não pode ser feita com fake news, tentaram construir uma figura minha que não é verdadeira. O que está em jogo é o combate à desigualdade social. Eu tenho rodado o estado e dialogado com comerciantes, assumindo a pauta de microempresários. Vamos dialogar com todos".
Eleições 2026
Cartórios eleitorais de SP ampliam horário até 6 de maio para regularização do título
Nacional
Presidente Lula passa por procedimento para retirada de lesão na pele da cabeça
Mudança
São Paulo anuncia primeira mulher no comando-geral da Polícia Militar
Nacional
Justiça de São Paulo determina interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
Política
Furlan confirma dobradinha com Márcio França na disputa pelo Senado de São Paulo
Prefeitura de Barueri
Gil Arantes confirma disputa, “caso haja eleição suplementar ainda este ano”
Corrida 2026
Tarcísio de Freitas lidera com folga disputa pelo Governo de SP em todos os cenários, aponta Datafolha
Calendário
Eleições 2026: partidos têm até 15 de agosto para registrar candidaturas
Caso Master
Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para superintendência da PF
Economia
Lula confirma Dario Durigan na Fazenda, após saída de Haddad