Sete candidatos a deputado estadual terminaram as eleições de 2026 não receberam nem um voto sequer
(Imagem: Imagem criada por IA)
Sete candidatos a deputado estadual terminaram as eleições de 2026 com um resultado difícil de passar despercebido: não receberam nem um voto sequer. O placar zerado significa que, além de não conquistarem eleitores, nem o próprio candidato ou familiares registraram voto válido em seus nomes.
Segundo os resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os sete concorreram no Acre, Goiás, Pará, Pernambuco e Roraima.
No Acre, terminaram zerados Dr. Pedro Benevides (PRD) e Renilda Rocha (Solidariedade). Em Goiás, o resultado ocorreu com Raimundo Aguiar (DC); no Pará, com Luiz Damião (DC); e, em Roraima, com Chagas Enfermeiro (DC). Pernambuco completa a lista com Luis Augusto e Mouracia, ambos do Mobiliza.
O resultado chama ainda mais atenção porque normalmente, o voto secreto impede saber a escolha de cada eleitor. Nesse caso, porém, o zero nas urnas criou uma saia justa difícil de contornar, já faltou até o voto que poderia ter vindo do próprio candidato.
Dois casos têm uma diferença
Entre os sete candidatos, os dois de Pernambuco aparecem nos dados eleitorais com uma situação diferente. Os votos de Luis Augusto e Mouracia estão classificados como “anulados sub judice”.
Na prática, isso significa que havia uma pendência judicial envolvendo as candidaturas e que eventuais votos recebidos não foram considerados válidos na apuração. Se houver uma decisão favorável da Justiça Eleitoral, essa situação pode ser revista.
Nos outros cinco casos, não há essa ressalva: a situação dos votos aparece como “válido”, mas o total registrado é zero.
Também é importante não confundir uma votação zerada com candidatos que aparecem com 0,00% nos resultados. Um concorrente pode receber poucos votos e, devido ao arredondamento, aparecer com percentual de 0,00%. Os sete candidatos desta lista têm efetivamente zero no número de votos registrados.