Consumo das famílias cresceu 1,5% em 2025
(Imagem: FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL)
A pesquisa Monitor do PIB, divulgada no dia 20 pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), estima que a economia brasileira cresceu 2,2% em 2025. Os dados são em comparação a 2024. O resultado marca o quinto ano consecutivo de expansão, ainda que com perda de ritmo ao longo dos últimos meses do ano.
Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) alcançou R$ 12,63 trilhões, o maior patamar da série histórica. O PIB per capita também atingiu recorde, chegando a R$ 59.182, reflexo do avanço da atividade econômica combinado ao crescimento populacional mais moderado. Apesar do desempenho positivo no acumulado do ano, os dados apontam desaceleração no segundo semestre.
Em dezembro, o PIB ficou estável em relação a novembro, enquanto no quarto trimestre a variação também foi nula na comparação com o trimestre anterior. Em 2024, o crescimento havia sido mais robusto, de 3,4%.
À Agência Brasil, a coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, a economista Juliana Trece, explicou que os juros elevados foram um dos principais fatores que limitaram o avanço da economia em 2025.
Segundo ela, o início do ano foi marcado por maior dinamismo, mas houve perda gradual de fôlego até o encerramento do período. A pesquisa, considerada uma prévia do PIB oficial, reúne dados da indústria, do comércio, dos serviços e da agropecuária. O resultado definitivo será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no próximo dia 3 de março.
Desempenho por setores
O consumo das famílias cresceu 1,5% em 2025. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos em máquinas, equipamentos e infraestrutura, avançou 3,6% no ano.
No setor externo, as exportações registraram alta de 6,2%, enquanto as importações cresceram 5,1%. O levantamento também estima que a taxa de investimento da economia ficou em 17,1%, o melhor resultado dos últimos três anos, indicando retomada gradual da confiança e do apetite por investimentos, mesmo em um cenário de juros elevados.