Tornar o imóvel a garantia de vários financiamentos. Esta é a proposta de mudança na legislação que o Banco Central (BC) está preparando. Foi o que informou o jornal O Estado de São Paulo.
Chamado de Home Equity na modalidade "guarda-chuva", o plano permitiria que uma mesma unidade seja dada em garantia em mais de um financiamento, por instituições financeiras diferentes e prazos diversos. Além disso, a taxa de juros deve ser mais barata que a do empréstimo consignado, no qual a garantia é o salário do trabalhador.Para viabilizar a proposta, o Banco Central terá que fazer uma mudança na alienação fiduciária com garantia, que hoje não permite o uso em mais de uma operação.
De acordo com a instituição, o novo modelo tem potencial de elevar o volume de concessões e reduzir as taxas de juros no mercado de crédito. Estima-se que ela consiga injetar um valor bruto de R$ 500 bilhões a longo prazo.
"O avanço dessa modalidade de crédito faz parte da agenda do BC que pretende fomentar o crédito imobiliário no atual cenário de juros, que estão em patamares historicamente baixos. É um uso eficiente de garantia que o brasileiro aciona pouco", disse Otávio Damaso, diretor de regulação do Banco Central em entrevista ao Estadão.
Como a garantia é real, Damaso explicou que o financiamento é mais barato. "Ele se equipara, em muitos casos, ao financiamento imobiliário". O diretor do BC destacou ainda que, com a modalidade, haverá mais competição entre os bancos, já que hoje essa garantia é dada somente a instituição que fez o primeiro financiamento.
Home Equity
O Home Equity é um modelo de crédito em que é possível usar um imóvel residencial ou sala comercial, quitado em seu nome e com a documentação em ordem, como garantia para conseguir um empréstimo pessoal.
Muito comum nos Estados Unidos, a modalidade ainda é pouco conhecida no Brasil. Entre os diferenciais do produto estão a taxa de juros reduzida e o longo prazo para pagar as prestações.
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