Permanecem suspensos todos os lotes com final 1 dos desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê fabricados antes de 1º de março de 2026, entre outros
(Imagem: Joédson Alves / Agência Brasil)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a suspensão da comercialização, distribuição e uso de parte dos produtos da marca Ypê, mas restringiu a medida aos lotes mais antigos após analisar novos laudos apresentados pela fabricante. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (15) e envolve detergentes lava-louças, desinfetantes e lava-roupas líquidos produzidos pela Química Amparo, responsável pela marca.
De acordo com a Anvisa, os testes enviados pela empresa apontaram resultados satisfatórios para os produtos fabricados em períodos posteriores, permitindo a liberação gradual dos itens mais recentes. Com isso, a restrição permanece apenas para lotes específicos identificados com numeração final 1 e produzidos antes das datas definidas pela agência.
Produtos suspensos e liberados
Permanecem suspensos todos os lotes com final 1 dos desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê fabricados antes de 1º de março de 2026. A mesma regra vale para os detergentes lava-louças líquidos, incluindo as versões com enzimas ativas, toque suave, concentrado e das linhas Clear e Green. Já os lava-roupas líquidos, como Tixan Ypê e Ypê Líquido nas versões antibac, coco e baunilha e premium, seguem proibidos quando fabricados antes de 1º de abril deste ano.
Segundo a agência, os laudos laboratoriais comprovaram a conformidade dos detergentes e desinfetantes produzidos entre 1º e 31 de março de 2026. No caso dos lava-roupas líquidos, os resultados considerados adequados abrangem os produtos fabricados entre 1º de abril e 7 de maio.
Entenda o caso
A crise envolvendo a Ypê começou em maio, quando a Anvisa determinou o recolhimento e a suspensão de 23 produtos líquidos da marca após identificar falhas em etapas consideradas críticas do processo produtivo, e do sistema de controle de qualidade da empresa. Durante as análises, a agência detectou a presença da bactéria Burkholderia cepacia em alguns lotes.
O microrganismo é encontrado naturalmente no ambiente e, em geral, representa baixo risco para pessoas saudáveis, mas pode causar infecções em indivíduos imunocomprometidos ou com doenças respiratórias crônicas. Por precaução, a Anvisa determinou o recolhimento dos produtos afetados e exigiu medidas corretivas da fabricante.
Posteriormente, a Química Amparo apresentou recursos e implementou medidas corretivas. Após novas inspeções realizadas em conjunto com autoridades sanitárias estaduais e municipais, a Anvisa autorizou a retomada da produção na fábrica de Amparo, no interior de São Paulo, mantendo, entretanto, a restrição para os lotes considerados de risco.
Orientação aos consumidores
A Anvisa recomenda que consumidores que ainda possuam produtos incluídos nos lotes suspensos interrompam o uso e procurem os canais de atendimento da empresa para obter informações sobre troca ou recolhimento. A orientação já havia sido emitida pela agência desde a publicação das primeiras medidas cautelares.
A fabricante informou que continua colaborando com as autoridades sanitárias e realizando programas de substituição e reembolso para os consumidores afetados.