Alguns trechos registram congestionamentos e têm sido alvo de reclamações dos motoristas, como alguns acessos de Barueri
(Imagem: Divulgação)
Há quase um mês, o Governo de São Paulo entregou as obras de ampliação da Rodovia Castello Branco no trecho entre os km 22,5 e 31,650. O projeto contemplou a construção de novas vias marginais, uma faixa adicional e a remodelação dos trevos de Barueri e Alphaville.
Uma enquete realizada pela Folha de Alphaville nas redes sociais, no dia 21, mostrou que 32% dos participantes acreditam que as obras melhoraram um pouco o trânsito na região. Outros 29% afirmaram que nada mudou, enquanto 10% disseram que a situação melhorou bastante. Questionados sobre qual intervenção trouxe maior impacto positivo, 44% apontaram a ampliação das pistas marginais. Em seguida aparecem o trevo de Alphaville, com 29% das respostas, e o trevo de Barueri, com 20%.
Apesar das melhorias, o trevo de Alphaville ainda é apontado como o principal gargalo viário por 45% dos participantes da enquete. Outros 31% consideram o trevo de Barueri como o trecho que ainda registra os maiores congestionamentos. Ao todo, mais de 60 pessoas participaram do levantamento.
Posicionamento
À reportagem, a Ecovias Raposo Castello, que administra a rodovia, informou que as intervenções na Castello Branco ainda passam por um período de adaptação dos motoristas aos novos acessos e de acomodação do fluxo diário de veículos.
“A ponte Guilherme de Almeida e o novo acesso à Alameda Rio Negro/Avenida Tamboré contribuíram para separar o tráfego de longa distância do tráfego local, favorecendo a fluidez da via expressa. Os novos acessos e marginais liberados ampliaram as alternativas de deslocamento na região, como a marginal oeste entre os km 23 e 25, o acesso à Rua Xingu, a alça para a Rua da Prata, o acesso 26B e a nova marginal no km 25,5, sentido capital”, apontou.
Sobre os trechos que ainda registram congestionamentos e têm sido alvo de reclamações dos motoristas, como o trevo de Alphaville e alguns acessos de Barueri, a concessionária informou que continua monitorando as condições de tráfego por meio do Centro de Controle Operacional (CCO) e de recursos tecnológicos, com o objetivo de identificar oportunidades de aprimoramento operacional e subsidiar futuras intervenções.
“Neste momento, a concessionária ainda não dispõe de uma estimativa consolidada de redução no tempo de viagem ou de aumento da capacidade viária decorrente das intervenções recentemente entregues. Os impactos seguem sendo monitorados continuamente, considerando a adaptação dos usuários aos novos acessos e a evolução dos padrões de tráfego. Ainda na Rodovia Castello Branco, o contrato de concessão prevê um conjunto de obras estruturais que será executado ao longo dos próximos anos, incluindo 44 quilômetros de faixas adicionais, 82 novos acessos, seis passarelas e 82 pontos de ônibus, ampliando gradualmente a capacidade e a eficiência operacional da rodovia”, explicou.
Trevo de Alphaville
Apesar da entrega, um trecho do trevo de Alphaville ainda segue em obras em razão da complexa intervenção necessária após o afundamento de pavimento registrado em dezembro de 2025. Segundo a ViaOeste, responsável pela obra, atualmente, a concessionária atua na recuperação emergencial da alça de acesso localizada no km 23 e que o cronograma de execução permanece mantido, com previsão de conclusão no terceiro trimestre de 2026.
“As intervenções em andamento são necessárias para garantir a segurança, a qualidade e a durabilidade da infraestrutura após os serviços corretivos realizados em função do afundamento de pavimento. Nos demais trechos, são realizados serviços complementares de limpeza, paisagismo e acabamento, sem impactos ao tráfego e com as vias liberadas para os motoristas”, disse.