Imerso em uma disputa geopolítica com os Estados Unidos, o Irã é o quinto maior produtor de petróleo do mundo. Por isso, embora aparentemente distante da realidade brasileira, o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, promovido pelo governo norte-americano no dia 3 de janeiro, deve ter consequências práticas para o seu bolso na hora de abastecer o tanque.
"A preocupação maior para os mercados seria quanto a uma possível reação americana ou iraniana que afetasse a distribuição de petróleo. A tendência do mercado em 2020 já era a de um preço do petróleo mais alto, entretanto, podemos ter uma subida maior do que o mercado esperava", alerta André Alírio, economista da corretora Nova Futura.
"O problema direto na maioria dos países é a pressão inflacionária", afirma o economista Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus. "No Brasil, por exemplo a principal preocupação do Presidente Jair Bolsonaro é como segurar o preço do petróleo, sem transferir para a Petrobras esse aumento no preço", explica.
"A preocupação maior para os mercados seria quanto a uma possível reação americana ou iraniana que afetasse a distribuição de petróleo. A tendência do mercado em 2020 já era a de um preço do petróleo mais alto, entretanto, podemos ter uma subida maior do que o mercado esperava", alerta André Alírio, economista da corretora Nova Futura.
No início desta semana, o barril do petróleo Brent bruto, que serve de parâmetro internacional para a cotação da commodity, chegou a superar os US$ 70, tendo fechado na quinta-feira (9) em US$ 65,39. Ainda assim, as reações do mercado a uma possível guerra no Oriente Médio têm sido moderadas.
Em setembro do ano passado, um ataque de drones atribuído ao Irã a um campo de petróleo da Arábia Saudita fez os preços do petróleo Brent subirem 14% em um só dia. A título de comparação, a menor cotação do barril nos últimos cinco anos foi de US$ 28.94 em janeiro de 2016, e a maior, em outubro de 2018, de US$ 84.16.
Inflação
Se confirmada, porém, a alta nos preços da commodity pode ter efeitos diretos na inflação.
Inflação
Se confirmada, porém, a alta nos preços da commodity pode ter efeitos diretos na inflação.
"O problema direto na maioria dos países é a pressão inflacionária", afirma o economista Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus. "No Brasil, por exemplo a principal preocupação do Presidente Jair Bolsonaro é como segurar o preço do petróleo, sem transferir para a Petrobras esse aumento no preço", explica.
No último dia 3, a Petrobras informou que manterá a política de preços da companhia, o que significa que o custo do combustível na bomba seguirá as variações de preço no mercado internacional.
Em 2019, a gasolina ficou 4,85% mais cara para o consumidor final, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo o órgão, o preço médio do litro do combustível subiu de R$ 4,34 no fim de 2018 para R$ 4,55 no fim do ano passado. O etanol teve o maior reajuste, de 11,51%, pulando de R$ 2,83 para R$ 3,15.
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