Correios declararam greve por tempo indeterminado
(Imagem: Joédson Alves / Agência Brasil)
Trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado em todo o País nesta sexta-feira (11). A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas pelos sindicatos da categoria após as negociações do novo acordo coletivo terminarem sem consenso.
O movimento também abrange São Paulo e a Grande São Paulo, área representada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares de São Paulo (Sintect-SP). A entidade realizou assembleia na noite desta quinta-feira (10), após uma nova rodada de negociação com participação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a reunião terminou sem acordo depois de a empresa manter sua posição sobre mudanças no plano de saúde dos funcionários. A entidade orientou a deflagração da greve por tempo indeterminado a partir das 22h de quinta-feira.
O plano de saúde é um dos principais pontos de impasse entre os trabalhadores e a estatal. A categoria também reivindica a preservação de benefícios e melhores condições de trabalho.
As negociações fazem parte da campanha salarial para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027. Antes da paralisação, servidores já haviam realizado mobilizações e rejeitado propostas apresentadas pela empresa. Em agosto, a categoria aprovou um indicativo de greve para setembro.
Atendimento pode ser afetado
Ainda não há um balanço nacional sobre a adesão dos trabalhadores nem informações detalhadas sobre o impacto da greve nas agências, entregas de cartas e encomendas.
Até a manhã desta sexta, os Correios ainda não haviam divulgado posicionamento sobre a paralisação nem informado um plano de contingência para o atendimento durante a greve.
Correios enfrentam crise financeira
A greve ocorre em meio à crise financeira enfrentada pela estatal. Os Correios acumulam 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo as demonstrações financeiras da empresa.
A estatal também busca uma nova operação de crédito de R$ 7 bilhões para reforçar seu caixa.