Apesar do encerramento da paralisação, a categoria informou que permanece em estado de greve
(Imagem: Divulgação)
Os funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram encerrar a greve que afetou a circulação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade após dois dias de paralisação.
O fim do movimento foi aprovado em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (5), depois que a categoria aceitou uma proposta mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2).
O acordo garantiu a manutenção dos empregos dos ferroviários envolvidos no processo de concessão das linhas para a iniciativa privada e também incluiu os trabalhadores da Linha 10-Turquesa no projeto estadual de absorção de mão de obra.
Segundo o Sindicato dos Ferroviários, a proposta de retorno ao trabalho e o aceite do acordo recebeu 131 votos favoráveis, enquanto 26 trabalhadores votaram pela continuidade da greve.
Apesar do encerramento da paralisação, a categoria informou que permanece em estado de greve, acompanhando o cumprimento dos compromissos assumidos e a evolução das negociações.
O que foi definido no acordo
Entre os principais pontos da proposta está o compromisso do Governo do Estado de manter e absorver os postos de trabalho dos empregados da CPTM envolvidos nas concessões das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
A negociação também ampliou a garantia aos funcionários da Linha 10-Turquesa, que não estava entre as linhas incluídas inicialmente no processo de concessão, mas passou a fazer parte da proposta apresentada pela Justiça do Trabalho.
O governo estadual encaminhou a medida para votação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), por meio de um projeto de lei que prevê a absorção dos ferroviários.
O acordo ainda estabeleceu uma cláusula de paz, com previsão de abono das multas aplicadas ao sindicato e à companhia em decorrência da paralisação.
Greve afetou operação na Grande São Paulo
A greve começou à meia-noite de terça-feira (4) e impactou três linhas operadas pela CPTM. Durante a paralisação, a Linha 13-Jade, que atende passageiros com destino ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, chegou a operar parcialmente entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.
Já as Linhas 11-Coral e 12-Safira funcionaram com restrições. Segundo a CPTM, no horário de pico da manhã de terça-feira (4), apenas 67% do efetivo operacional previsto estava em atividade, índice abaixo do mínimo determinado pelo TRT, que havia estabelecido 80% da operação nos horários de maior movimento e 60% nos demais períodos.
Governo afirma que não haverá demissões
Durante a paralisação, o Governo do Estado afirmou que a greve ocorreu mesmo após o compromisso de manutenção dos empregos dos ferroviários durante o processo de transição.
Na quarta-feira (5), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) reforçou que não haverá demissões após a concessão das linhas 11, 12 e 13 para a iniciativa privada.
Segundo o governo, a mudança faz parte do processo de modernização do sistema ferroviário paulista, com a transferência da operação das linhas para empresas privadas e a manutenção dos trabalhadores no serviço público por meio do processo de absorção.