A localização, próxima à capital e com acesso pela Castello Branco, era um dos principais atrativos da região de Alphaville
(Imagem: Felipe Barros)
A história de Alphaville começou em 1973, às margens da Rodovia Castello Branco, em uma área que pertencia aos herdeiros do Conde Álvares Penteado, na região da antiga Fazenda Tamboré. O projeto foi idealizado pelos engenheiros Renato de Albuquerque e Yojiro Takaoka, sócios da construtora Albuquerque, Takaoka S.A. A proposta inicial era criar um centro empresarial para receber indústrias e escritórios que estavam instalados em São Paulo.
A localização, próxima à capital e com acesso pela Castello Branco, era um dos principais atrativos. O projeto, porém, ganhou novos contornos com o interesse da Hewlett-Packard (HP). A empresa sugeriu que fossem criadas áreas residenciais próximas aos locais de trabalho, especialmente para seus executivos.
A ideia foi incorporada ao empreendimento e ajudou a definir o modelo que marcaria Alphaville nas décadas seguintes: empresas e moradias ocupando a mesma região. Outras companhias também aderiram ao projeto, entre elas Banco Real, DuPont e Sadia, impulsionando a construção dos primeiros residenciais.
De projeto a bairro
O desenvolvimento de Alphaville também provocou mudanças no entorno. Quando o projeto começou, em 1973, Barueri tinha cerca de 60 mil habitantes e uma economia ainda pouco diversificada. A cidade era descrita como essencialmente dormitório, com grande parte da população trabalhando em Osasco ou São Paulo. O processo de expansão alcançou também Santana de Parnaíba, onde parte da região de Alphaville está localizada.
Mais do que a construção de novos imóveis, o projeto criou uma nova dinâmica de ocupação. Empresas atraíram trabalhadores; trabalhadores estimularam a construção de residências; os novos moradores impulsionaram comércio e serviços.
O ciclo ajudou a transformar a região ao longo das décadas. Aparecida Rivetti, a Cidinha, fundadora da Escola Fernão Gaivota, hoje Maple Bear Alphaville, mudou-se para Alphaville em 1979 e acompanhou esse processo de evolução.
“Eu estou aqui desde 79, meu filho caçula nasceu aqui, tenho três filhos, e eles cresceram com muita liberdade nesse bairro maravilhoso.”
Ao longo das décadas, o projeto ganhou empresas, edifícios, centros comerciais, restaurantes, hotéis, escolas e outros serviços, transformando a antiga área de fazenda em uma das regiões mais estruturadas da Grande São Paulo.