Equipe de pericia operando com o scanner e drone
(Imagem: Pablo Jacob / Agência SP)
A Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo concluiu o laudo pericial sobre a explosão registrada em maio no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista. O documento foi encaminhado à Polícia Civil, responsável pelo inquérito, mas o conteúdo das conclusões ainda não foi divulgado pelas autoridades.
Em nota publicada no domingo (7), com atualização na segunda-feira (8), a Agência SP informou apenas que os trabalhos periciais foram finalizados e que caberá agora à Polícia Civil analisar os resultados e dar continuidade às investigações. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a causa da explosão nem sobre eventuais responsabilidades pelo acidente.
A ocorrência investigada aconteceu em 11 de maio de 2026, durante uma obra da Sabesp na região da Rua Piraúba, no Jaguaré, zona oeste da capital paulista. A companhia confirmou que uma de suas equipes atingiu uma tubulação de gás da Comgás, provocando a explosão seguida de incêndio que matou os trabalhadores Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, e Francisco Albino, de 62 anos.
Ao todo, 105 imóveis foram vistoriados pela Defesa Civil e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Desse total, 86 foram liberados para retorno das famílias, 14 permaneceram interditados para reparos estruturais e cinco foram condenados e destinados à demolição. Cerca de 232 moradores receberam auxílio emergencial das concessionárias.
Força-tarefa para investigação
Segundo a Polícia Técnico-Científica, uma força-tarefa multidisciplinar foi mobilizada para a investigação. Os trabalhos envolveram coleta e preservação de vestígios, mapeamento da área afetada, exames em estruturas subterrâneas, análise de tubulações e utilização de tecnologias como drones, escaneamento tridimensional e georreferenciamento de alta precisão.
Também foram realizadas videoinspeções, análises com georadar, abertura de valas exploratórias e coleta de amostras de gases subterrâneos. Materiais recolhidos no local foram encaminhados aos núcleos especializados do Instituto de Criminalística para exames físicos, mecânicos e químicos.
O Instituto Médico Legal (IML) participou da investigação por meio da realização dos exames necroscópicos das vítimas.
Apesar da conclusão da perícia, a Polícia Científica não informou quais foram os resultados do laudo nem se o documento aponta as causas da explosão ou possíveis responsabilidades pelo caso. As conclusões técnicas serão analisadas no âmbito do inquérito conduzido pela 3ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), da Polícia Civil de São Paulo, instaurado em 12 de maio.
A definição sobre eventuais responsabilizações dependerá do avanço das investigações da Polícia Civil.