As atividades atuais incluem a fundação da cortina principal (26B)
(Imagem: Divulgação/CCR ViaOeste)
As obras de contenção das futuras marginais da Rodovia Castello Branco (SP-280), no km 26, em Barueri, estão próximas da conclusão, com 97% de avanço físico, segundo a concessionária ViaOeste. A intervenção é uma das etapas mais complexas do projeto de ampliação da rodovia e integra um dos principais eixos viários da Região Metropolitana Oeste de São Paulo.
Entre os trechos concluídos, destaca-se a contenção sob o Viaduto Antonio Rusalen, essencial para a estabilização do terreno. Nesta fase final, as equipes concentram esforços na execução da maior cortina atirantada do projeto. Uma das frentes está finalizando a etapa de fundação – realizada de cima para baixo –, enquanto a outra avança na escavação dos últimos nichos.
As atividades atuais incluem a fundação da cortina principal (26B), a abertura dos nichos da rampa de acesso ao sentido bairro e a finalização das estruturas de contenção sob o viaduto.
A tecnologia utilizada, chamada de cortina atirantada, é indicada para áreas com cortes verticais profundos. O sistema consiste em uma parede de concreto ancorada ao solo por cerca de 510 tirantes, com até 26 metros de comprimento, transferindo a carga para camadas mais resistentes do terreno.
A magnitude da obra impressiona: a contenção chega a 22 metros de altura – equivalente a um prédio de sete andares – com previsão de escavação de 20 mil m³ de material até a conclusão da etapa.
Entre os principais desafios enfrentados pela equipe técnica estão as condições geológicas do terreno, comuns em obras desse porte. Mesmo após estudos geotécnicos prévios, é possível encontrar interferências como rochas e lençol freático durante a execução. Além disso, o fato de a intervenção ocorrer em um perímetro urbano densamente ocupado, como Barueri, e em um trecho com altíssimo volume diário de tráfego (VDM), exige planejamento rigoroso para que as obras avancem sem impactos significativos à rotina da população.
Para lidar com a presença de rochas, está sendo utilizada argamassa expansiva, um demolidor químico que possibilita o rompimento controlado do material, reduzindo vibrações e aumentando a segurança durante as escavações. Além disso, o monitoramento da obra é contínuo e conta com instrumentação geotécnica específica, capaz de identificar qualquer movimentação do terreno, além de levantamentos topográficos frequentes e checagens dos tirantes, garantindo total controle sobre o comportamento da estrutura ao longo da execução.
Após a conclusão das cortinas atirantadas, será possível avançar para as etapas de pavimentação das marginais da Castello Branco e de implantação do ramo Rotary A, que fará a ligação com a Estrada dos Romeiros. Com a obra concluída, a via terá maior fluidez de tráfego e mais segurança para quem circula pela região.