O consumo de produtos com pouca refrigeração aumenta o risco de intoxicação alimentar
(Imagem: Freepik)
Com temperaturas elevadas e chuvas frequentes entre dezembro e março, o verão é marcado por um aumento expressivo de doenças sazonais. O Ministério da Saúde reforça que o período exige atenção especial com a exposição ao sol, a hidratação, a alimentação e o contato com água ou alimentos contaminados.
De acordo com o órgão, a combinação entre calor intenso e umidade elevada favorece o surgimento de problemas como insolação, desidratação, infecções intestinais, micoses e viroses. Para evitar essas ocorrências, é fundamental adotar medidas preventivas, como o uso correto do protetor solar, consumo frequente de líquidos, higienização adequada de alimentos e cuidado com a limpeza de ambientes. A alimentação fora de casa também merece atenção. O consumo de produtos vendidos por ambulantes, em praias ou estabelecimentos com pouca refrigeração, aumenta o risco de intoxicação alimentar.
O especialista
O cardiologista e gerente médico das unidades avançadas do Einstein Hospital Israelita, Dr. Marcus Gaz, faz um alerta. “Durante esse período do ano há intensificação das doenças virais relacionadas a sistema gastrointestinais, causadas por vários vírus e bactérias. Normalmente transmitida de pessoa por pessoa, por água e/ou comida contaminada. Nessa época, as pessoas compartilham ambientes e consomem alimentos que são perecíveis e, com alta temperatura, acabam ficando mais vulneráveis e estragam com mais facilidade, causando sintomas digestivos como náusea, vômito, diarreia e febre em alguns casos. A origem é muito variável, geralmente mais intensa nas regiões litorâneas, por contaminação pelo mar; uma série de fatores, seja por aglomeração ou compartilhamento de bebida e comida”, explicou.
Para se prevenir, o especialista recomenda higiene rigorosa das mãos, evitar consumo de água e alimentos de origem duvidosa e estar atento a prazo de validade dos produtos.