De acordo com meteorologistas, os próximos dias serão marcados por calor persistente, tempo abafado e pancadas de chuva em grande parte do país
(Imagem: Freepik)
O verão ainda não terminou oficialmente, mas o início do outono no Brasil deve manter características típicas da estação mais quente do ano. A nova estação começa às 11h45 da próxima sexta-feira (20), no Hemisfério Sul, porém a mudança no calendário não deve ser acompanhada por uma queda imediata nas temperaturas.
De acordo com meteorologistas, os próximos dias serão marcados por calor persistente, tempo abafado e pancadas de chuva em grande parte do país, especialmente nas regiões Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A última semana do verão deve registrar temperaturas acima da média em diversos estados.
Segundo César Soares, meteorologista da Climatempo, a tendência para o outono é de condições dentro da normalidade. “A estação deve apresentar temperaturas e volumes de chuva próximos ao padrão esperado para o período”, afirma. No entanto, há indicação de desenvolvimento gradual do fenômeno El Niño, o que pode favorecer períodos de calor ao longo da estação, com possibilidade de ondas de calor pontuais.
No Sul do país, o destaque é o Rio Grande do Sul, onde uma massa de ar quente eleva as temperaturas para até 40°C em algumas regiões. Em Porto Alegre, a máxima deve chegar a 34°C, com sol entre nuvens e chance de chuva no fim do dia.
No Sudeste, o calor continua predominando, intercalado com pancadas de chuva. Em São Paulo, os termômetros podem alcançar 31°C, com precipitações entre a tarde e a noite. No Rio de Janeiro, a máxima chega a 32°C, enquanto Belo Horizonte deve registrar cerca de 29°C, com possibilidade de chuva moderada a forte.
O Centro-Oeste segue com clima quente e úmido, além de chuvas irregulares. Campo Grande e Cuiabá devem registrar máximas próximas de 31°C, com pancadas que podem ocorrer de forma intensa em alguns momentos.
Já nas regiões Norte e Nordeste, a chuva continua sendo destaque. Há previsão de volumes elevados em estados como Amazonas, Pará, Amapá e Tocantins. No Nordeste, áreas entre Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte devem concentrar maiores acumulados, com precipitações acima da média ao longo do mês.
A expectativa é de que o padrão de calor e umidade se mantenha ao longo de abril, com características ainda semelhantes ao verão. A queda mais significativa das temperaturas deve ocorrer a partir de maio, enquanto a chegada de uma massa de ar frio mais intensa é prevista apenas entre o fim de maio e o início de junho, podendo provocar mínimas próximas de 10°C em São Paulo e possibilidade de geadas no Sul do país.
Especialistas ressaltam que as projeções de longo prazo ainda podem sofrer alterações.